Annelise Pereira Berutt
Fugir das blitzes não é mais uma questão de sorte, e sim de internet. Atualmente já são cerca de 23 mil seguidores de todo o Brasil nos perfis da Lei Seca do microblog Twitter. Essa adesão vem aumentando com as novas tecnologias, celulares com conexão 3G. Páginas de relacionamento como o Orkut, e outros blogs que estão na rede, também possuem comunidades para dedurar as fiscalizações.
Brasília é a segunda cidade com o maior número de seguidores da página da “LeiSecaDF” no Twitter, já são quase duas mil pessoas. A página do Rio de Janeiro, pioneira na difusão da idéia, ainda lidera com aproximadamente 20 mil Twitteiros. Ao todo, são 11 capitas com perfis no microblog e os usuários são variados e polêmicos. Um dos postes mais recentes no “LeiSecaRJ” é do ator Global, Sérgio Marone: “Gasolina: 10,00; Cx de Skoll 20,00, Celular 3G, 500,00; Caguetar os manés das Blitzes no TWITTER, NÃO TEM PREÇO!!!”, foi o post criado pelo ator.
As opiniões se divergem quando se trata de responsabilidade e abuso. Para o motorista Judson Oliveira de 21 anos, a Lei é abusiva para quem dirige com consciência, mas também tira o direito de dirigir de muitos inconseqüentes. “Talvez, a alternativa fosse aumentar os decigramas de álcool no sangue, assim poderia ser mais justo para quem consumiu pouca bebida alcoólica”, afirma o motorista que confessou já ter dirigido alcoolizado.
Mas para quem não tem acesso a um celular com tecnologia 3G ou um ponto de internet fora de casa, o jeito e se virar com as demais alternativas. Flaviane Dutra de 23 anos e motorista a cinco, confessa: a alternativa é ligar para os amigos que já foram embora mais cedo ou esperar até as 4h da manhã para sair do local. “Nunca vi uma blitz nesse horário, e quando saio antes, procuro caminhos alternativos evitando rodovias e privilegiando as vias das entre quadras”, disse Dutra.
Alternativas não faltam para os fujões das blitzes da Lei Seca, mas as autoridades asseguram que as estratégias dos motoristas para burlar as fiscalizações são insignificantes. Segundo o Departamento de Trânsito (Detran) e o Batalhão de Polícia do Trânsito (BPTran), as blitzes ficam cerca de três horas em cada ponto. Em uma noite, pelo menos 15 regiões no DF são cobertas e o número de autuações tem aumentado. De junho do ano passado para cá, já foram flagrados mais de 5 mil condutores alcoolizados.





