Agência Experimental de Notícias do Iesb

Uso social das tecnologias digitais da comunicação

Burlando a Lei Seca via Internet

Publicado por aniesb em 24/11/2009

Annelise Pereira Berutt

Fugir das blitzes não é mais uma questão de sorte, e sim de internet. Atualmente já são cerca de 23 mil seguidores de todo o Brasil nos perfis da Lei Seca do microblog Twitter. Essa adesão vem aumentando com as novas tecnologias, celulares com conexão 3G. Páginas de relacionamento como o Orkut, e outros blogs que estão na rede, também possuem comunidades para dedurar as fiscalizações.

Brasília é a segunda cidade com o maior número de seguidores da página da “LeiSecaDF” no Twitter, já são quase duas mil pessoas. A página do Rio de Janeiro, pioneira na difusão da idéia, ainda lidera com aproximadamente 20 mil Twitteiros. Ao todo, são 11 capitas com perfis no microblog e os usuários são variados e polêmicos. Um dos postes mais recentes no “LeiSecaRJ” é do ator Global, Sérgio Marone: “Gasolina: 10,00; Cx de Skoll 20,00, Celular 3G, 500,00; Caguetar os manés das Blitzes no TWITTER, NÃO TEM PREÇO!!!”, foi o post criado pelo ator.

Reprodução do Twitter

As opiniões se divergem quando se trata de responsabilidade e abuso. Para o motorista Judson Oliveira de 21 anos, a Lei é abusiva para quem dirige com consciência, mas também tira o direito de dirigir de muitos inconseqüentes. “Talvez, a alternativa fosse aumentar os decigramas de álcool no sangue, assim poderia ser mais justo para quem consumiu pouca bebida alcoólica”, afirma o motorista que confessou já ter dirigido alcoolizado.

Mas para quem não tem acesso a um celular com tecnologia 3G ou um ponto de internet fora de casa, o jeito e se virar com as demais alternativas. Flaviane Dutra de 23 anos e motorista a cinco, confessa: a alternativa é ligar para os amigos que já foram embora mais cedo ou esperar até as 4h da manhã para sair do local. “Nunca vi uma blitz nesse horário, e quando saio antes, procuro caminhos alternativos evitando rodovias e privilegiando as vias das entre quadras”, disse Dutra.

Alternativas não faltam para os fujões das blitzes da Lei Seca, mas as autoridades asseguram que as estratégias dos motoristas para burlar as fiscalizações são insignificantes. Segundo o Departamento de Trânsito (Detran) e o Batalhão de Polícia do Trânsito (BPTran),  as blitzes ficam cerca de três horas em cada ponto. Em uma noite, pelo menos 15 regiões no DF são cobertas e o número de autuações tem aumentado. De junho do ano passado para cá, já foram flagrados mais de 5 mil condutores alcoolizados.

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Show do U2 em tempo real no Youtube

Publicado por aniesb em 24/11/2009

Guilherme Araújo e Mariana Laboissiére

Nada de ingressos e filas para entrar no show. Basta apenas apagar a luz do quarto, aumentar o som do computador e se concentrar até o show começar. Foi assim que o fã da banda U2 Welsimar Vieira Teles, 29 anos, preferiu assistir ao concerto do grupo no último dia 26 de outubro. Além de visão privilegiada, ele pôde conferir a apresentação ao vivo pelo site Youtube.

Os integrantes do grupo irlandês subiram ao palco montado no estádio Rose Bowl, no estado da Califórnia, Estados Unidos, no dia 25 de outubro às 20h30, horário local, mas Teles só pôde acompanhar a performance às 1h30 do dia seguinte no Brasil – devido ao fuso horário. Segundo ele, a iniciativa é um marco para os apreciadores das musicas do U2.

A idéia da transmissão ao vivo do concerto surgiu de uma parceria entre o U2 e o canal de vídeos Youtube. Além do Brasil, fãs de outros 15 países puderam acompanhar seus ídolos pela web.

O universitário goiano Pedro Simões, 21 anos, também acompanhou o show. “Agora mesmo estou assistindo I still haven’t found what I’m looking for, uma das maiores canções da banda”. Segundo conta Simões, o vocalista Bono Vox parou no meio da música para ouvir o público cantar. “Eu quase chorei nesse momento”, afirma.

O show realizado nos Estados Unidos faz parte da “U2 360º Tour” e é baseado no álbum “No Line On The Horizon”. O palco usado para as apresentações é um dos maiores já construídos para concertos no mundo. Ele mede 50 metros e pesa 390 toneladas. A estrutura se assemelha a uma aranha de quatro patas. O dono da idéia é o arquiteto Mark Fisher, que já trabalha com o U2 há vários anos.

Acesse o show na íntegra clicando aqui.

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Twitteiros usam rede social para fugir de blitzes

Publicado por aniesb em 23/11/2009

Maressa Ribeiro
Os brasilienses que utilizam a rede social Twitter agora têm mais uma resposta para a famosa pergunta do serviço de microblogging: O que você está fazendo agora? – Escapando de uma blitz.

O perfil “LeiSecaDF” exibe postagens de seguidores com atualizações sobre pontos onde estão acontecendo as fiscalizações na cidade. O objetivo é advertir quem passou do limite imposto pela lei que reduz o consumo de álcool ao dirigir. Na descrição da conta, a apologia à contravenção é justificada: “Conta para informações online sobre blitz de lei seca no DF que tanto atrapalham o trânsito e ferem nosso direito de ir e vir”.
Mesmo com uma tímida rede de seguidores se comparada à versão carioca,  “LeiSecaRJ” com quase 15 mil adeptos, a “LeiSecaDF”  já exibia 150 postagens até o início de novembro e recebia colaborações de mais de 1000 twitteiros.

A estudante Paula Lopes é seguidora fiel da conta. Além de acessar o perfil para se manter informada sobre os locais das blitzes, ela também posta informação. Para ela, a conta é uma espécie de “serviço público”. “Acho o limite do bafômetro muito exagerado, afinal de contas, cada organismo tem uma aceitação diferente para o álcool. Nem sempre quando bebemos uma latinha de cerveja ficamos bêbados.”, explica a motorista.
Mesmo quem não é adepto da conta a vê como uma manifestação válida. Apesar de reconhecer a apologia à ilegalidade, João Pácifer acredita que a “LeiSecaDF” é um dos vários exemplos da liberdade de expressão concedidas pela internet.

“Acredito que seja uma manifestação bastante cabível e coerente. Apesar de ter seu ‘pezinho’ na ilegalidade. Não posso dizer que acho errado, ou ruim. Mas se a polícia acredita que isso de certa forma atrapalha a eficácia do programa, acho que ela é quem deveria desenvolver estratégias mais bem elaboradas de fiscalização”, afirma o publicitário.

Mas o Departamento de Trânsito do Distrito Federal, o Detran, garante que a conta não é uma preocupação para o programa de fiscalização. Para o chefe de fiscalização do Detran, Silvaim Fonseca, o órgão de trânsito dispõe das mesmas informações que o motorista e, portanto, é capaz de coibir essas ações.

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Chefe de fiscalização do Detran fala sobre o Twitter LeiSecaDF

Publicado por aniesb em 23/11/2009

O Chefe de Fiscalização do Detran-DF, Silvaim Fonseca, afirma que o órgão não se preocupa com as informações distribuídas pelo perfil LeiSecaDF, que o utiliza o Twiiter para divulgar em tempo real os locais onde são realizadas blitzes. Para ele, as informações que circulam no Twitter também chegam ao Detran do Distrito Federal, cujo trabalho tem sido reconhecido em outros estados brasileiros.

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Banda de deficientes mostra superação

Publicado por aniesb em 22/11/2009

Adimar de Barros Junior
A banda brasiliense Zaktar, formada por músicos portadores de deficiência acabaa de lançar cd com participações de vários artistas do pop rock nacional. Adepata da internet como parceira para divulgar o trabalho, a Zaktar coloca músicas para download gratuito em seu site, além de divulgar a agenda de shows e estimular o vínculo entre os seus fãs clubes.

Formada em 2001 por iniciativa do professor e músico Luciano Mendes de Oliveira, o projeto tinha como principal objetivo aumentar a auto-estima e desenvolver a coordenação motora para maior socialização dos alunos e, com isso, fazr com que eles se sentissem mais integrados à sociedade. Mas com o passar do tempo, Mendes percebeu que os músicos poderiam se tornar profissionais, tanto que de dez alunos oito tem a musica como profissão, apesar de não viverem exclusivamente da música..

Nilltinho Legal, 39 anos que teve poliomielite aos quatro anos de idade, revela que as pessoas ainda tem muito preconceito com os deficientes. “Elas geralmente olham com dó depois que escutam nosso som elas ficam pasmas”, conta ele

 O nome Zaktar é um tempero árabe e significa “tudo de bom”, sentido que expressa “a verdadeira proposta da banda”, segundo Niltinho. “As nossas músicas são alegres, levantam o astral. Não são letras banais como predomina hoje nas rádios”, afirma o músico.

O DVD está em fase final de edição e estará nas lojas até o ano que vem. O DVD contou com a participação do Bruno do Biquíni Cavadão, Natiruts, O Rappa,  entre outros. Para maiores informações acesse o site www.zaktar.com

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Slideshow: A riqueza que vem do cerrado

Publicado por aniesb em 22/11/2009

Layla Fuezi e Jaqueline Silva

Por muito tempo a região do cerrado brasileiro foi considerada inadequada para a agropecuária. Mas a pesquisa científica, aliada a políticas públicas para o desenvolvimento nacional, demonstrou a viabilidade e a vocação econômica do ecossistema.

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Febre na internet, Twitter vira palanque de políticos

Publicado por aniesb em 22/11/2009

Caroline Morais, Luana Carvalho e Morena Mascarenhas
Promovido de pracinha de fofocas a centro de discussões entre empresas, cidadãos e políticos, o microblog Twitter se tornou febre também entre políticos, que buscam divulgar suas idéias sem precisar passar pelas barreiras da mídia tradicional, de olho nos votos para as eleições de 2010.

Os números da Câmara dos Deputados dão a dimensão do fenômeno Twitter no Brasil no âmbito da política. Segundo informações do Secretaria de Comunicação do Legislativo, a quantidade de deputados adeptos da plataforma virtual, até o início de novembro, já chegava a 184 nomes. O Senado vinha logo atrás, com 21 senadores twitteiros, de um total de 81 eleitos. Isso significa uma adesão de 35% do Congresso Nacional ao microblog, fatia generosa quando comparada à participação em outras redes sociais. 

Um dos políticos pioneiros da geração virtual, o deputado federal Efraim Filho (DEM-PB), de apenas 30 anos, desbravou o Twitter antes do seu “boom” no Brasil, logo após o sucesso da plataforma nas eleições americanas. Na data de realização desta reportagem, o deputado já somava 1535 seguidores em seu perfil pessoal (/efraimfilho), além de 3013 internautas ligados nas atualizações do grupo Juventude Democratas (/juventudedem), cujo deputado é presidente. “Somos a maior juventude partidária do Twitter, contra todos os prognósticos que apontavam para o PT ou PMDB”, afirma o deputado.  

“Twitteiro intenso”, Efraim Filho aposta na força do microblog para mobilizar internautas para a campanha do ano que vem. “Através do Twitter você consegue fazer com que a notícia chegue ao destinatário final, o cidadão, sem precisar depender da boa vontade da mídia tradicional”.

O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), que gosta de se autodenominar “defensor do software livre e da democratização da comunicação”, já se tornou famoso no Twitter, ao defender a legalização da maconha. O petista, apesar de mais recente na rede, supera a marca do colega democrata Efraim Filho, com 32 seguidores a mais. Termômetro do carisma de um em detrimento do outro? O parlamentar democrata rebate. “De forma alguma. A regra de hoje, infelizmente, é que o político sabe conectar, mas não interagir”.

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Informática no sertão mineiro

Publicado por aniesb em 18/11/2009

Joyce Gomes
Em uma cidade do sertão mineiro com quase sete mil habitantes, chamada Ouro Verde de Minas, uma loja se destaca no comércio. Não vende roupas nem comida como a maioria. Vende conhecimento. Maximize é o único curso da cidade que ensina informática. Windows, Excel, Word, PowerPoint, Access, Internet e digitação. O professor Derival Gomes da Silva é o dono do negócio e dá aulas, sozinho, para mais de 50 alunos matriculados.

Fotos: Joyce Gomes

Derival trabalhou na área de computação por dez anos em Teófilo Otoni, há 64 km de Ouro Verde de Minas. Fez vários cursos para aperfeiçoar as técnicas. Resolveu, enfim, seguir o conselho dos amigos, voltar para a terra natal e montar o próprio negócio. Montou a loja com cinco computadores. Pediu ajuda para a escola municipal na divulgação. “Até agora tem dado certo”, garante Dorival.

O objetivo do curso é ensinar ao aluno tanto as ferramentas básicas do computador, como a capacitação profissional. “O conhecimento de quem procura a gente é pouco. Alguns que sabem, só aprenderam o que a empresa ofereceu”, esclarece o professor. Quem procura mais pelo curso é jovem e mulher. “Elas são bem mais interessadas em aprender do que os homens”, diz, sem saber o motivo.

SINHA

Dona Nilza, conhecida na cidade como Sinha, pode não saber explicar o porquê das outras mulheres freqüentarem o curso, mas ela sabe bem o seu próprio motivo. “Eu e meu marido resolvemos que íamos aprender a mexer nesse negócio”, diz se referindo ao computador. “Eu queria que ele fosse primeiro, mas ele insistiu para eu ir”, completa. Sinha não quer compromisso. Vai pelo prazer em aprender coisas novas.

Dona Nilza tem 56 anos e já completou dois meses nas aulas. “Nunca tinha ligado um computador. Fico perdida!”, confessa. No primeiro dia de aula foi logo avisando ao professor: “Não sei mexer em nada. Sou muito rude pra essas coisas, você vai ter que ser paciente”. Dona Nilza não para de elogiar. “Ele é muito educado! Uma gracinha”, diz.  Quando professor pergunta se a aluna já aprendeu, Dona Nilza trata logo de responder: “Ainda tenho dois anos pra isso”.

Já Ozir, esposo de Sinha, pensa longe. “Quero fazer o curso para informatizar tudo isso daqui”, diz apontando para a loja de conserto de bicicleta que gerencia. “Com o computador fica mais fácil controlar”, explica. Ele tem 59 anos e já é o segundo computador que compra. O primeiro vendeu novinho, sem ao menos ter ligado. Não sabia mexer e ficava com medo de estragar. Agora com o curso, resolveu comprar outro. É um notebook preto, com apenas 90 dias. “Aprendi a ligar, mas o importante é navegar na internet”.

E o casal já conta até aventura com a participação da internet. Uma vez, viajando de carro com um dos filhos, queriam ir de Belo Horizonte para Araguari. “Quando chegamos em Uberlândia, não sabíamos para onde ir. Estávamos perdidos. Foi aí que o bendito computador do meu filho, igual a esse que a gente comprou agora, salvou a gente”, conta Dona Nilza. “Deu o lugar certinho que a gente tinha que ir”, fala impressionada.

Outro motivo, porém, influenciou na decisão de aprender informática. Três, dos quatro filhos, moram em Portugal. Foram para lá há quatro anos, tentar um emprego. “É o meio mais viável de falar com eles. Por telefone sai muito caro”, explica Ozir. Os filhos aprovaram a ideia. “Eles disseram: que bom mainha, você vai poder falar mais com nós”, conta Dona Nilza.

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Divorciar agora, até pela internet

Publicado por aniesb em 18/11/2009

Manuella Silveira e Natália Pereira
Os relacionamentos começados pela internet já são comuns nos quatro cantos do mundo. A novidade agora é que o divórcio também poderá ser feito pelo meio eletrônico, caso o projeto de Lei nº 464/2008,  aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado no início de setembro,  seja aprovado também em plenário.

Patricia Saboya. Foto: Moreira Mariz

O projeto foi apresentado pela senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) e normatiza a divisão dos bens comuns, a concessão da pensão alimentícia e a regularização dos nomes dos cônjuges.

O objetivo do PL é agilizar o procedimento da separação, além de acabar com a obrigatoriedade de audiência entre as partes, que é imprescindível no rito formal da separação. “A tecnologia favorece muito o anonimato, o procedimento pode ser conduzido sem expor as partes”, diz a senadora.

O presidente da comissão de tecnologia e informação do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Alexandre Atheniense, explica como funciona o procedimento: “O casal procura um advogado com cadastro digital no tribunal; o advogado envia dados e documentos pelo site do próprio tribunal; o juiz recebe os dados e decide pelo fim do casamento; e se achar necessário solicita mais informações ou chama as partes”.

Essa é a terceira alteração no processo de divórcio nos últimos anos. A primeira delas acabou com a necessidade da presença de advogados no processo de separação consensual, desde que o casal não tivesse filhos. Bastaria ir até o cartório e assinar o divórcio.

A segunda mudança, aprovada pela CCJ, mas que também precisa de votação em plenário, termina com a necessidade de separação prévia – de no mínimo dois anos – para a assinatura do divórcio. Hoje, é necessário que o casal esteja separado judicialmente a partir de um ano ou de fato por dois anos para pedir o divórcio.

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Jornalismo cidadão ganha força na web

Publicado por aniesb em 18/11/2009

Caroline Figueira e Anna Karla Dantas
O jornalismo cidadão, em que o público assume o papel do jornalista, produzindo e contribuindo para a produção de notícias, ganha força na internet. Portais como o Terra e o G1 possuem canais voltados exclusivamente para a publicação de notícias pelos internautas.

Segundo a editora do “Vc Repórter”, do Terra, Erin Mizuta, o canal surgiu em março de 2006 com a proposta de dar ao leitor um meio  de interatividade com o portal e a produção da notícia. “O site garante que a informação de posse do leitor seja divulgada por um veículo de grande visibilidade, de uma perspectiva que vai além das fontes oficiais”, explica.

Reprodução do site.

A média de publicações diárias de notícias no site é de 8 a 11 matérias, chegando a 200 por mês. Mizuta esclarece o processo de seleção das notícias do portal. “Se o leitor achou que o material enviado é uma notícia, é o nosso papel entender o motivo e, de preferência, garantir espaço para aquele conteúdo”. A jornalista acrescenta ainda que após conferir a veracidade da notícia, a equipe de reportagem apura mais detalhes com o internauta responsável pelo material. Por fim, a notícia é checada com as fontes competentes.

Os assuntos mais presentes no site são notícias do cotidiano, que afetam diretamente o leitor. No entanto, a editora afirma que o site vem recebendo conteúdo de maior abrangência editorial. “Temos muitos eventos culturais e esportivos, pautas de comportamento e moda, além de novidades na internet”, conta.

COLABORADOR ASSÍDUO

O contador José Carlos Pereira de Carvalho, 53, é um colaborador assíduo do portal “Vc Repórter”. Ele começou a enviar sugestões de pauta em setembro do ano passado e diz que a variedade de assuntos do portal foi o que mais o atraiu ao site. Segundo Carvalho, essa integração entre as mídias e o cidadão comum é de extrema importância. “Muitas de minhas reclamações e reivindicações publicadas no portal foram atendidas, mostrando o grande alcance do jornalismo participativo. Se cada uma fizer a sua parte as coisas acontecem”, fala o carioca.

Para o jornalista e blogueiro Luís Nassif “só existe jornalismo cidadão na internet, especialmente nos blogs”. Segundo Nassif, quando você pega um jornal ele é muito restrito a essa demanda do cidadão. “O jornal tem uma limitação de espaço, de equipe. Então, no máximo, o que ele faz é abrir espaço para uma ou outra carta. Quando se abre um espaço na internet, o jogo é outro”, afirma. O jornalista ainda diz que quando se tem vários grupos sociais se organizando, desde moradores da rua até grupos de meio ambiente, há conjunto periódico de informações que ganha visibilidade na rede.

Assim como Nassif, a editora do “Vc Repórter” acredita que o jornalismo colaborativo ganhou força com as novas mídias. Segundo Mizuta a proposta do jornalismo cidadão permite aliar duas forças que se complementam: espalhados pela cidade, os cidadãos comuns são testemunhas de todo tipo de acontecimento, gerando uma quantidade potencial de pautas que nenhuma equipe de jornalistas poderia superar. Por sua vez, os grandes veículos de comunicação abrem espaço para divulgar esses assuntos.

“O benefício da publicação dessas notícias, além da óbvia contribuição para a construção do conteúdo do site, na grande maioria das vezes é revertido para a pessoa ou comunidade à qual o fato pertence ou faz parte”.

Rodrigo Viana. Foto: Mariana Laboissiere e Guilherme Araújo

O jornalista e blogueiro Rodrigo Vianna também tem a mesma opinião: a internet foi a principal responsável pela participação da sociedade civil no jornalismo. Segundo Viana, a oportunidade de um leitor pautar a mídia possibilita uma maior democratização da informação. Ele ainda acrescenta: a matéria não é só o texto que eu publico, mas os comentários dos participantes do blog também.

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