Paulo Cardoso e Osvaldo Barbosa
negócios na rede
Publicado por Agência Iesb em 09/06/2011
Paulo Cardoso e Osvaldo Barbosa
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Publicado por Agência Iesb em 15/05/2011
Fenômeno obriga empresas a dar respostas mais rápidas
Allan Oliveria e Guilherme Fontes
O acesso às redes sociais caiu de vez no gosto popular e ganhou status de serviço de atendimento ao consumidor (SAC). O internauta já percebeu que uma mensagem ou vídeo nos sites de relacionamento pode trazer benefícios tanto na aquisição de um produto como na defesa de seus direitos.
O servidor público Oswaldo Boreli foi pioneiro no uso das redes para exigir seus direitos ao gravar um vídeo demonstrando sua insatisfação com uma empresa de refrigeradores. Segundo Boreli, a empresa lhe vendeu uma geladeira com defeito e não se prontificou a trocar o aparelho no período de três meses.
No vídeo postado no site Youtube, além de explicar o acontecimento, Boreli coloca o aparelho em frente a sua residência e estende uma faixa afirmando que a empresa trata mal os seus clientes. Além disso, ele estimula o espectador a acessar o seu perfil no Twitter para que a sua situação seja repercutida na internet.
Inspirada no caso de Osvaldo Boreli, a advogada Daniely Argenton resolveu dar publicidade ao mau serviço prestado por uma empresa de automóveis após adquirir um veículo modelo Mégane 2.0 com problemas no motor desde que saiu da concessionária. Depois de ficar quase quatro anos sem resolver o imbróglio, inclusive perante a Justiça, Argenton postou a reclamação no Youtube e também criou o site “Meu carro falha” dando detalhes do que ocorreu na compra.
A concessionária revidou e também entrou com uma ação judicial contra a cliente por danos morais alegando que a advogada estava expondo a imagem da empresa indevidamente. Entretanto, com o desgaste judicial e a repercussão do caso na internet, a concessionária retirou a ação e resolveu o problema de Argenton. Clique aqui para ver o desfecho do caso em uma nota publicada pela própria cliente no site.
RETORNO IMEDIATO
A jornalista e especialista em redes sociais Fabiana Borja afirma que essa tendência de usar as redes sociais como SAC se tornou real pela instantaneidade do retorno das empresas por meio da repercussão que o uso dessas ferramentas proporciona. “O consumidor realmente descobriu o poder das redes sociais porque as redes sociais estão fazendo com que as respostas das empresas sejam mais rápidas”, explica.
De acordo com Fabiana os usuários normalmente adotam esse comportamento e tomam a decisão de postar vídeos e mensagens na internet no sentido de “falar mal” do serviço prestado pelas empresas quando esgotam todas as formas de negociação amigável.
Nesse contexto, ela cita como fundamental a aprovação da reforma do Código de Defesa do Consumidor que está sendo discutida no Congresso Nacional e ainda não dispõe de artigos referente às relações de consumo na internet por ter sido criado em 1990.
“É importante principalmente pela questão jurídica porque tem muita gente que está indo para a internet reclamar e querendo ou não expõe a marca da empresa. Aí fica aquela briga judicial entre a empresa e o consumidor”.
Apesar do desgaste com a exposição de clientes e empresas nas redes sociais, a especialista está otimista. Ela aposta que a indignação demonstrada por ambos e a repercussão das queixas na internet serão fundamentais para conscientização e melhoria nas relações de consumo.
“Querendo ou não essas redes sociais forçam com que essas empresas sejam mais sérias, mais competentes e que elas principalmente comecem a atuar mais na questão da qualidade do produto e na forma como eles estão atendendo os clientes. Para o consumidor é muito bom porque ele está tendo a voz dele”.
Confira a entrevista com Fabiana Borja:
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Publicado por Agência Iesb em 12/05/2011
André Moraes e Leonardo Ferreira
Aquele computador usado ocupando espaço no guarda roupa pode ser utilizado em projetos de inclusão digital . Há 15 anos o Comitê para Democratização da Informática do Distrito Federal e Entorno CDI desenvolve projetos de inclusão digital através de doações, oferecendo capacitação para o mercado de trabalho.
De acordo com o Assistente Pedagógico do CDI, Luiz Humberto, o trabalho da capacitação e da inclusão digital é fruto de doações de equipamentos. “Coletamos máquinas que estão velhas e utilizamos como ferramenta para mostrar a tecnologia para pessoas nunca tiveram contato com a informática”, explica o assistente.
A Coordenadora Geral do CDI de Brasília, Andrea Portugal garante que até os modelos mais ultrapassados são capazes de formar alunos através de aulas e cursos. “Os cursos são destinados para a familiarização das novas tecnologias pelas crianças e adolescentes de baixa renda. Esse é o primeiro passo para essas pessoas exercerem suas capacidades e criarem novas oportunidades”, afirma. De acordo com a Coordenadora, com a popularização dos monitores de LCD, houve em massa um descarte dos monitores antigos. Para o CDI, o momento foi oportuno para receber mais doações.
O CDI ressalta ainda a possibilidade de qualquer pessoa se tornar educador ou voluntário. Quem se interessa pela proposta é avaliado em critérios como facilidade no ensino, paciência e participação em grupo. “O trabalho é feito em conjunto por toda uma equipe. O trabalho voluntariado é de suma importância para que os jovens adquiram conhecimentos tecnológicos e estejam mais preparados para o mercado que os espera”, ressalta o Assistente Pedagógico, Luiz Humberto.
Atualmente o Comitê, uma organização não governamental, que tem como lema “Transformando VIDAS através da tecnologia”, está presente em 20 regiões do Brasil e em 13 países afora. Os interessados em participar do movimento ou fazer doações podem acessar o site www.cdi-df.org.br ou pelo telefone (61) 3322-7233.
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Publicado por Agência Iesb em 22/04/2011
O Busca Brechó tem cadastrado brechós de todos os estados do Brasil e de fora do país
Mirela Lopes
Com a popularização dos brechós virtuais começam a aparecer serviços para facilitar a vida dos consumidores. Estima-se que existam cerca de 1100 brechós virtuais apenas com domínios brasileiros.
Em razão da moda de brechós as amigas brasilienses Analúcia Batista e Claudia Milaré resolveram criar o Busca Brechó – O Google dos Brechós. O objetivo do site é servir de vitrine para outros brechós online, além de ajudar os usuários que costumam garimpar pelos balcões virtuais.
O Busca Brechó tem cadastrado brechós de todos os estados do Brasil e de fora do país. A busca pode ser feita pelo nome, pelo tipo de negócio – venda, troca ou consignação – ou ainda pelo estado. Brasília possui 63 brechós cadastrados, dentre eles o Bazar Donana e o Valentina Bazar. As mercadorias vão de acessórios a vestuário.
A estudante e empreendedora Ana Luíza, proprietária do Bazar Donana, começou o negócio em 2007. Ela conta que a motivação para criar o bazar virtual foi ter perdido peso e ficado com muitas roupas sem uso. “Eu separei algumas pra doação e outras para a venda”, diz.
Ana Luíza chegou a procurar um brechó físico, mas não vendeu as roupas por descordar das avaliações de preço e qualidade das roupas. “O mau gosto e falta de cuidado com os produtos me fez decidir abrir meu próprio negócio”, explica.
Já para a publicitária e jornalista Patrícia Gomes, do Valentina Bazar, a idéia partiu do número de roupas que tinha e da possibilidade de faturar com a venda. “Montei primeiro um álbum de fotos no flickr. Coloquei 20 peças e vendi tudo”, conta. Desde então, ela não parou mais. “Hoje o brechó tem peças de outras pessoas, assim consigo atualizar com freqüência e ter uma variedade de modelos e tamanhos. Virou um pequeno negócio”, explica.
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Publicado por Agência Iesb em 14/04/2011
Conselho Regional de Odontologia obteve liminar na justiça contra ‘promoções’ na internet
Priscila Honorato
Que os sites de compras coletivas chegaram pra ficar todos já sabem. Mas a maioria dos internautas ainda não parou para pensar nos perigos e consequências de certos serviços oferecidos e que, muitas vezes, são realizados por profissionais não autorizados.
Mesmo sem indicação médica e com apenas alguns cliques qualquer pessoa pode comprar tratamentos estéticos, como clareamento dental, aplicação de botox e peeling. Estes procedimentos chegam a custar apenas R$ 50, preços bem abaixo dos anunciados em clínicas.
As ofertas nos sites de descontos são tentadoras mas a legislação brasileira proíbe que médicos e dentistas, por exemplo, façam qualquer propaganda valendo-se do preço como chamariz.
“É uma forma de granjear a clientela, como se fosse uma concorrência desleal. Portanto a legislação proíbe e o Conselho Regional de Odontologia está atento quanto a essa situação”, declara o dentista João Marcelo.
O Conselho Regional de Odontologia do Distrito Federal entrou na justiça contra os sites de compras coletivas solicitando a proibição da divulgação de ofertas voltadas para área estética e conseguiu liminar que impede essa prática.
A ação foi ajuizada na 1ª Vara Federal do DF no dia 4 de fevereiro e recebeu liminar favorável da juíza Solange Salgado. “Na ação o Conselho pede que os sites de compras coletivas sejam impedidos de oferecer procedimentos e tratamentos odontológicos ou qualquer outro tipo de publicidade do setor contendo preço, modalidade de pagamento ou serviço gratuito”, afirma o presidente do Conselho, Júlio César.
PEELING
A assistente administrativa Ludmila Lopes comprou um tratamento de peeling e depilação a laser, mas não ficou satisfeita com o serviço oferecido. “Me senti enganada e fiquei com medo. Quando cheguei ao local, o médico atendia, ao mesmo tempo, todos os pacientes que estavam na clínica”, declara.
A consumidora disse ainda que o ácido foi mal aplicado, pois já tinha feito esse procedimento outras vezes com um dermatologista. “O médico aplicou o ácido e mandou tirar rapidamente do rosto. Normalmente, o remédio fica um dia na pele, sendo necessária a aplicação de protetor solar após 30 minutos. Ele simplesmente me mandou embora sem nenhuma recomendação. Quem nunca fez um procedimento desses com um médico, pode até manchar o rosto se não usar a proteção adequada”.
No site no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), o membro e cirurgião plástico, José Tariki, afirma que até mesmo peelings e depilação a laser são atos médicos.
“Não é o paciente que escolhe qual tratamento pode fazer. um especialista deve avaliar se aquela técnica é adequada”. Portanto, é necessário checar se a clínica é de confiança, se está registrada e possui autorização do Conselho Nacional de Medicina para praticar os serviços oferecidos.
A reportagem pediu a posição do site CityBest de Brasília, mas não obteve resposta.
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Publicado por Agência Iesb em 06/04/2011
Pesquisa mostra que 49% dos compradores fazem buscas na rede antes de se decidir pela compra
Mariana Xavier
Anunciar em classificados, colocar faixas em frente ao imóvel ou distribuir folders já é coisa do passado. A novidade no mercado imobiliário é a captação de clientes pela internet.
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística – Ibope, em São Paulo, mostra que 49% dos interessados na compra de um imóvel pesquisam antes na internet, ao invés dos meios tradicionais.
A tendência tem esquentado o mercado de Brasília. Além de informações sobre a própria empresa, está cada vez mais comum os sites disponibilizarem fotos, preços e informações sobre o imóvel.
Quem afirma é o diretor comercial da Wimóveis, Marcelo Ramos, para quem “90% dos compradores do DF” já incorporaram o hábito de realizar visitas virtuais aos imóveis antes de se deslocar pessoalmente . “Hoje as pessoas não ligam na imobiliária para saber como é o imóvel, ligam para agendar uma visita e fazer negócio. Ou seja, já é uma pré venda feita pelo site”, diz Ramos.
Ainda de acordo com o diretor comercial, embora os consumidores não comprem o imóvel pelo site, o uso da rede para comparar os preços, buscar informações sobre as incorporadoras e imobiliárias, e até simular financiamentos é uma ferramenta indispensável.
Os números comprovam. Somente no mês de fevereiro foram 134 mil ligações e 21.000 emails de interessados que passaram pelo site Wimóveis, de um total de 742 anunciantes.
A captação de clientes por meio do site mostra que a comodidade da internet e a praticidade de não precisar ir até o local para saber se gosta ou não do imóvel, tem se tornado cada dia mais comum. Ramos cita como exemplo o caso da Via Engenharia, que somente em fevereiro deste ano captou 77% dos seus clientes via internet.
Para as novas imobiliárias a realidade não poderia ser diferente. Só no Distrito Federal, no ano passado, foram 32 que surgiram no mercado. Encarando a nova tendência elas não perdem tempo e se atualizam para concorrer de igual para igual.
É o caso da AchouSeuImóvel. A empresa está no mercado há apenas um ano e meio e desde o dia da inauguração já contava com um site equipado para atender os clientes. Diariamente as visitas chegam a 250 e nos fins de semana os acessos batem a casa dos 1.200.
“É uma ferramenta fundamental para toda empresa. A visibilidade na internet é muito maior. Qualquer pessoa interessada na compra de imóveis pode entrar e olhar”, afirma Arthur Duarte, analista de marketing da empresa.
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Publicado por Agência Iesb em 09/11/2010
A atriz pornô Angélica Castro, travesti envolvido em escândalo com atores famosos, deixou a Avenida Atlântica pelos sites de acompanhantes
Clarice Gulyas
Com o acesso das redes sociais em alta, profissionais do sexo trocam as ruas pela internet e desbancam “cafetões”. Em busca de mais segurança e discrição, a maioria chega a poupar em torno de R$ 50 por semana ao evitar o agenciamento de aliciadores em pontos de prostituição.
A atriz pornô, Angélica Castro, travesti que protagonizou escândalos com os
atores Gabriel Braga Nunes e Rômulo Arantes Neto (Malhação), trabalha como garota de programa desde 2006. Após sofrer com a violência na Avenida Atlântica, no Rio de Janeiro (RJ), resolveu apostar nos sites de acompanhantes como alternativa na procura por clientes.
“Já cheguei a anunciar em cinco sites e agora tenho Orkut, Twitter, Facebook e dois blogs. Na rua, eu pagava cerca de R$ 50 pela promessa mentirosa de segurança e tive que aprender a me defender sozinha de bêbados e marginais”, conta.
Segundo Angélica, que após envolvimento com atores famosos ganhou popularidade nas redes sociais, a cobrança dos anúncios nos sites gira em torno do material de divulgação. “Em São Paulo, paguei R$ 150 pela produção de dez fotos que também posso usar em outras páginas. Quem paga o site são os assinantes para ver nossas fotos como uma espécie de cafetinagem inversa”, diz.
Angélica acredita que o investimento na internet, além de aumentar o número de programas e oferecer mais segurança, ainda contribui com discrição e até mesmo seleção dos clientes. “Na rua, estamos expostas, sujeitas a surpresas boas como o caso Ronaldo, e ruins, como a violência e até uma chuva. Sem falar que o valor do programa é de apenas R$ 60 ou R$ 80. Em casa, conheço mais o cliente, saio com quem eu gostar e puder pagar o valor que cobro (R$ 150)”.
CRIME
A advogada criminalista, Ângela Rita Cássia de Oliveira, explica que a diferença entre as duas formas de prostituição está na maneira como o agenciador é beneficiado. “Na rua há o crime porque o aliciador está lucrando diretamente, já nos sites é difícil caracterizar crime porque é como se fosse uma prestação de serviços a qualquer cidadão. A fonte de lucro está na postagem de foto e não na prostituição”, diz.
De acordo com a advogada trabalhista, Andreia Ceregatto, a prostituição, mesmo não regulamentada, já é reconhecida como profissão lícita pelo Ministério do Trabalho e Emprego, já que está inserida na classificação brasileira de ocupações. No entanto, o preconceito existente contra garotos e garotas de programa impede o reconhecimento dos direitos trabalhistas.
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Publicado por Agência Iesb em 25/10/2010
E-books ganham adeptos e são uma opção de baixo custo para produção de autores estreantes
Mariana Veloso

O advogado Sergio Victor (a esq.) prefere usar a tecnologia a seu favor para ler livros. Já Luiz Costa (a dir.), resume no título do livro o que pensa.
Os e-books vão substituir os livros tradicionais ou chegaram como mais uma opção para antigos e novos leitores? A polêmica está lançada e ganha mais capítulos à medida que aumenta a disponbilidade de títulos ao alcance do público e dispositivos eletrônicos tornam-se mais comuns. Outro forte apelo dos e-books é a facilidade para que autores estreantes publiquem e distribuam suas obras.
O professor de Direito do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), Sérgio Victor Ferreira, fez questão de ter um e-readers, formato necessário para a leitura de um e-book. “Eu não tenho muito tempo de ir a lojas para comprar livros, mas ao mesmo tempo adoro ler. Para mim, é a combinação perfeita”. Os e-books podem ser baixados não somente nos celulares que tenham aplicativos de leitura, como na tela do computador, iPod touch nos e-readers.
Já o poeta mineiro Bruno Couto, residente em Brasília há 12 anos, fez seu primeiro livro de forma independente e sem muitas pretensões. “Eu que fiz tudo, desde a revisão a impressão. Para a divulgação alguns amigos meus me ajudaram, mas tudo na camaradagem”, diz Bruno. A impressão de 200 cópias das 50 páginas custou cerca de R$ 3 mil reais. O design e a capa foram presentes da irmã. Se tivesse lançado um e-book, Bruno teria economizado.
Mesmo inserido no meio tecnológico, há que não dispense os livros. O economista Luiz Milton Costa tem mais de 4 mil livros catalogados em sua casa, e continua comprando e lendo, sempre que possível. “Não troco o contanto com o livro por nada, por nenhuma tecnologia”, comenta Luiz.
O escritor José Rezende, autor de dois livros impressos, acredita que os e-books vieram para contribuir com a sobrevivência da literatura, mas acredita que mesmo com a facilidade que os e-books proporcionam, nunca haverá nada que substitua a leitura de um livro. “Literatura pede, requer, exige um espaço que é só do leitor, um espaço que está em algum lugar entre o cérebro e a alma, o concreto e o imaginário, entre o real e o sonho. Esse espaço pertence ao leitor e a mais ninguém”, conclui Rezende.
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Publicado por Agência Iesb em 25/10/2010
A moda dos brechós e bazares online não para de crescer
Marcela Sá e Pedro Rito
Roupas, sapatos e acessórios usados deixaram as araras dos brechós e chegaram às vitrines virtuais. A moda dos brechós e bazares online não para de crescer e já conta com mais de mil adeptos na rede social orkut, entre comunidades e perfis. Só a comunidade “Farm Bazares” conta com 2.385 membros.
Já a comunidade “Não recomendo”, destinada a denunciar brechós desonestos tem 1.961 pessoas. Muitas mulheres escolhem essa ferramenta na hora de fazer compras. A proposta deixa os consumidores divididos, entre facilidades e desvantagens.
Para a moradora de Curitiba, Luciana Propato, 19 anos e estudante de Direito, a idéia é inovadora e prática. Ela já comprou três vezes em bazares de Brasília e diz que pretende adquirir novas peças no futuro. “Acho super inovador essa proposta.
Nos dias corridos de hoje, vale a pena investir nessa prática. É fácil e rápido”, garante. A estudante de Direito explica que a maior vantagem dos bazares é não precisar sair de casa para procurar a roupa. “A compra pela internet te oferece várias opções e em um só lugar”, afirma.
A desvantagem é que nem sempre é possível acertar na escolha do tamanho, principalmente em calças, saias e shorts. A cliente oferece uma dica para quem gosta de comprar na internet. “Na dúvida, compre um número maior, qualquer coisa pode ajustar depois”.
A arquiteta Moema Pereira, moradora de Brasília, disse que nunca comprou em bazares online e que não tem interesse. “Não costumo adquirir peças de bazar, muito menos pela internet”, afirma.
Para ela, não tem como confiar na qualidade do produto. “Virtualmente não tem condição de aferir a qualidade. Eu não compraria jamais”, afirma.
VENDAS
A variedade de opções de compras no Orkut é grande. Peças de marcas renomadas, como Calvin Klein, Diesel e Le Lis Blanc estão entre as opções.
Bazares de marcas únicas,como a Farm e Dress To (moda jovem) estão entre as mais vendidas. Desde maio deste ano, a advogada Caroline, de 27 anos, moradora de Feira de Santana, na Bahia vende roupas no “Bazar Sempre Bem Vestida”.
De acordo com a advogada, ela começou as vendas ao perceber a febre dos bazares online. “Comecei comprando para mim, depois decidi tentar. E deu certo, ganho a vida com isso atualmente”, disse.
As vendas do bazar de Caroline são feitas com pagamento antecipado e por isso, garante que nunca houve problemas. “As meninas escolhem as peças, eu verifico a disponibilidade e tamanhos”. Em seguida, a vendedora virtual recebe o pagamento, feito por meio de depósito bancário ou sites de pagamento digital, como “Pag Seguro”, “Pay Pal” e “Pagamento Digital”. No bazar, ela vende roupas e acessórios. As marcas mais vendidas são Farm, Dress To, Maria Filó e Espaço Fashion.
SINDICATO
O Sindicato dos Brechós é um blog que surgiu na internet para servir como referência a compradoras e vendedoras de brechós e bazares online de forma atuante e atualizada. Aquelas que querem ter indicação na hora de adquirir, vender e trocar peças podem acessar o endereço http://sindicato-brechos.blogspot.com/.
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Publicado por Agência Iesb em 13/10/2010
Sebo virtual permite que leitores também vendam obras que antes ficavam encalhadas na estante
Por Daniel Andrade e Andrea Marques
Até bem pouco tempo vender livros usados, geralmente para sebos, significava entregá-los a um preço mínimo e recuperar, quando muito, 25% do valor pago na aquisição da obra. Com o surgimento de sites como o “Estante Virtual”, essa história começou a mudar para leitores de todo o país.
Criado há quatro anos, o “Estante Virtual”, site especializado no comércio eletrônico de livros usados, criou a possibilidade de leitores também venderem obras que antes ficavam encalhadas na estante ou entulhadas em um canto qualquer da casa, e o mais importante: pelo preço que acharem mais justo. Uma ótima maneira de tentar recuperar a maior parte do investimento realizado na sua aquisição.
Para fazer uso do site há regras a seguir. Leitores registrados podem cadastrar para venda o máximo de 100 livros e, assim como os sebos e os livreiros, estão sujeitos à avaliação de fatores como o estado de conservação das obras e a agilidade no atendimento. Por “livreiros” entenda-se vendedores de livros usados que não possuem um espaço físico e negociam seus livros exclusivamente por telefone, catálogos e, principalmente, internet.
Cadastrada no site há três anos, a pesquisadora *Viviane diz que passou a vender seus livros logo após sua primeira compra no site. Segundo ela, “um livro quase raro, esgotado em todos os cantos”. Foi quando percebeu a oportunidade de se desfazer de muitos livros caros que estavam parados em sua estante, acumulados ao longo de dois cursos de graduação e de uma pós-graduação, além de diversos livros pelos quais não tinha mais interesse.
“Os livros estavam entulhando minha casa e eu não conseguia me desfazer deles facilmente”, diz Viviane que, desde então, vendeu 25 de seus 57 livros cadastrados. Embora tenha vendido boa parte do seu acervo, a pesquisadora não acredita que isso possa se tornar fonte de renda, devido à instabilidade das vendas. “Os sebos sempre passam na frente de quem é leitor. Eles têm maior variedade e número. A vantagem do site é a maior circulação de livros no Brasil e o maior alcance do site”.
Essa opinião é compartilhada com Ana Beatriz, supervisora de vendas do Sebinho de Livros da 406 norte, um dos mais tradicionais sebos de Brasília. Há dois anos cadastrado no “Estante Vitual”, o Sebinho de Livros disponibilizou para venda nada mais nada menos que 7.040 livros.
Mesmo com tantos livros cadastrados, Ana Beatriz diz que as vendas pelo site ainda não tem representatividade no volume de negócios da empresa, uma vez que, em média, não ultrapassam seis títulos por mês. “A maior vantagem que a gente vê em estar cadastrado no site é a divulgação e a visibilidade que ele pode proporcionar à loja”.
O “Estante Virtual”, além de permitir que os leitores cadastrados vendam seus livros usados a outros leitores, oferece instruções detalhadas de como cadastrá-los, serviço de cálculo automático do frete e gerenciamento de compras e vendas efetuadas, entre outros. E o melhor: para leitores, é tudo de graça.
Para conhecer o site e saber como se tornar um leitor vendedor, acesse www.estantevirtual.com.br.
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