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CiberCrimes

Cyberbullying é desafio para pais e educadores

Publicado por Agência Iesb em 07/06/2011

Segundo pesquisa 36,5% dos alunos das escolas públicas do DF já sofreram algum tipo de assédio virtual

Elivalter Negreiros e Ester Guedes

A prática de agressão via internet está se tornando cada vez mais comum. De acordo com pesquisa realizada em 2009 pelos pesquisadores Abramovay, Cunha e Calaf, com alunos das escolas públicas do Distrito Federal, 36,5% deles afirmaram ter sido vítimas de ciberviolência e 17,3% admitiram ter praticado algum tipo de agressão pela internet. Do total das pessoas agredidas, 13,6% tiveram o e-mail invadido, 12,7% disseram que outra pessoa se fez passar por eles; e 7,6% receberam ameaça cibernética.

Tido como um tipo de agressão que acontece de modo intencional o cyberbullying é um comportamento agressivo que se tornou comum na internet. Numa época em que boa parte da população estudantil tem acesso à tecnologia – salas de bate-papo, redes sociais e celulares – esse fenômeno cresce com rapidez. As vítimas são, na maioria das vezes, crianças e adolescentes.

Segundo a psicóloga Ana Maria Albuquerque, que pesquisa o tema para sua tese de doutorado da Unb, a prática de cyberbullying começa geralmente com questões casuais como uma paquera que não deu certo, ou alguma característica que a vítima apresenta que a diferencia dos demais, tais como obesidade, necessidades especiais, orelha de abano. O que distingue a brincadeira saudável do bullying é a repetição e o desbalanço de poder entre vítima e agressor, onde um é mais forte que o outro, ou se encontra em um grupo mais numeroso que a vítima.

“Normalmente as agressões físicas são mais comuns entre os meninos e as agressões emocionais entre as meninas. Mas tem uma modalidade de cyberbullying chamada Happy Slapping que junta os dois, pois a pessoa apanha na rua e a agressão é filmada por celulares e depois postadas em sites como o You Tube, com o intuito de humilhar ainda mais a vítima, o que seria uma agressão tanto física quanto emocional”, afirma Ana Maria.

Os pais devem ficar atentos aos sinais emocionais emitidos pelas vítimas e agressores. Eles têm um papel ativo no estabelecimento de limites, pois se não fizerem nada e a ação vai para justiça é o pai do adolescente que responde a ação pelo filho por não ter imposto limite. É preciso estabelecer um diálogo aberto e franco sobre a vida digital. É importante monitorar sem sufocar ou invadir a privacidade do filho. É fundamental que os pais respeitem a idade limite recomendada pelas redes sociais e não cedam as pressões dos filhos. No Facebook e no Twitter a idade é de 13 anos, já no orkut a idade mínima é de 18 anos.

O cyberbulling é mais comum entre jovens. “Os jovens estão em formação e pecam no sentido de abrirem muito a sua privacidade na web, o que pode levar a situações de risco na internet”, explica Ana Maria.

DEPRESSÃO

Depressão e mau desempenho escolar são os prejuízos mais comuns desse tipo de agressão. Todos que tem acesso à internet podem se tornar vítimas ou espectadores dessa prática. Com um alcance maior que o bullying tradicional, o cyberbullying aumenta as possibilidades de intimidação por meio físico e psicológico sobre as vítimas. Tanto alunos como professores estão sujeitos às conseqüências do cyberbullying devido ao conhecimento, cada vez maior por parte dos jovens, das ferramentas de tecnologias da informação.

Os alunos sentem-se livres, longe dos limites impostos pela presença física, para atacarem e se posicionarem contra professores. Resguardado pelo anonimato que a internet proporciona os cyberbulling ultrapassam as paredes das escolas e passam a aparecer com freqüência cada vez maior em ambientes de trabalho. Medo e vergonha levam as vítimas a tentarem resolver sozinhos a situação.

Criminalização

Para o professor da faculdade de educação da UnB, Lúcio Teles, a gravidade da agressão caracteriza o cyberbullying como crime:

Saiba quais são os sintomas psicológicos mais comuns nos agressores

Conheça os tipos de cyberbullying

Mais informações e denúncias:

http://www.al.rs.gov.br/Legis/Arquivos/13.474.pdf (Lei 13.414)

http://delicious.com/cyberbullyingbr (Site especializado em Cyberbullying)

prevencao@safernet.org.br (E-mail para denúncia de agressões praticadas via WEB)

http://denuncia.pf.gov.br/ (Site da Polícia de Crimes Digitais)

http://www.prsp.mpf.gov.br/ (Denúncia de agressão praticada pelo Orkut – Ministério Público de São Paulo)

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Vírus ameaçam a segurança de pessoas e empresas na internet

Publicado por Agência Iesb em 08/11/2010

O gerente de tecnologia do TJDF, Maurício Duarte, fala sobre a grande categoria de softwares maliciosos que circulam pela rede: vírus, cavalo de tróia ou trojan, worm, bot e spywares

Lílian Reis e Márcia Rosa

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A máfia do aborto na Internet

Publicado por Agência Iesb em 30/05/2010

Por e-mail, equipe da Agência de Notícias iniciou negociação do remédio Cytotec com 13 revendedores de vários estados brasileiros. Sete deles responderam

Marina Cardozo e Ruy Felipe

Desespero foi o sentimento descrito pela estudante brasiliense Beatriz Silva*, 21 anos, ao descobrir a gravidez. O relacionamento conturbado e a condição financeira ruim foram os fatores que a fizeram procurar meios de provocar um aborto. A possível solução surgiu por meio da internet. A surpresa foi a venda indiscriminada de remédios abortivos pela rede.

A estudante desistiu do plano. Mas quem deseja interromper uma gestação encontra a saída facilmente pela internet. Utilizando um site de buscas como o Google, é possível localizar dezenas de sites que vendem o medicamento Cytotec – nome comercial do misoprostol, substância que induz o aborto.

A maioria dos anúncios de Cytotec é feita por meio de sites de classificados grátis. Outros são mais ousados. Criam blogs ou sites “oficiais”, pelos quais são postadas dicas de uso e o passo a passo do aborto, além de conselhos sobre como lidar com a situação.

“As mulheres que estão 100% seguras de que desejam abortar e a quem, de fato, não resta outra opção, devem ler e analisar com atenção as instruções que se seguem. É melhor discuti-las com um (a) amigo (a). A mulher nunca deve tomar Misoprostol sozinha”, diz o blog Ajuda com aborto. O site http://cytorodrigues.webnode.com.br/ informa que presta um “serviço de ajuda ao aborto medicinal online”.

Por e-mail, a equipe da Agência de Notícias iniciou a negociação do remédio com 13 revendedores de vários estados brasileiros. Sete deles responderam, com as coordenadas de compra, orientações sobre modo de usar, os efeitos colaterais que o produto pode causar e a posologia conforme a idade gestacional. Ainda por e-mail, é informado um número de telefone celular para que o interessado possa concluir a compra. Um deles também utiliza o MSN para prosseguir a negociação.

Todos garantem a autenticidade do medicamento, afirmam que o remédio possui 90% de eficácia e muitos acusam outros revendedores de venderem placebos. O vendedor identificado como Paulo Magalhães, em resposta ao e-mail da Agência, alerta que a usuária pode sofrer depressão após o aborto. “Após o ato é normal ter depressão e angústia, mas tudo passa. Uma dica: ter total certeza do que se quer fazer não deixar se iludir por outras pessoas afinal uma criança não é o fim do mundo”, escreveu, justificando que trabalha com Saúde. “Uma coisa, não sou médico, apenas trabalho na área da saúde publica como agente de saúde”, emendou.

O valor do produto varia de R$ 200 a R$ 2 mil, de acordo com o período da gestação. As formas de pagamento são à vista por meio de transferência, depósito ou boleto bancário. A entrega pode ocorrer entre dois e quatro dias. No Rio de Janeiro, por exemplo, o cliente não precisa pagar pelo frete dos Correios. O produto chega aonde o comprador desejar, com o serviço de um motoboy.

Quando se trata de aborto, as opções encontradas na internet não param por aí. Há, ainda, inúmeros sites que oferecem “chás abortivos”, que contém uma série ingredientes como canela, romã, artemísia e carqueja. Este mercado clandestino também oferece as receitas ou entrega o produto na casa da gestante.

Procurada pela Agência de Notícias, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável pela fiscalização dos medicamentos no país, limitou-se a informar que “o governo atua com na repressão à prática no combate a esse tipo de fraude e tem conhecimento da realidade”. Ainda de acordo com a Anvisa, esses medicamentos chegam ao Brasil pelas fronteiras do País com o Paraguai e Argentina, e a comercialização é proibida desde 1998, com uso restrito e exclusivo para hospitais.

Enquanto não há uma fiscalização rigorosa, a máfia do abortivo segue a todo vapor. E ainda deixa o recado: “Não perca mais tempo. Quanto mais tempo passar, pior”.

*Nome fictício.

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Pesquisa alerta adolescentes para os perigos da internet

Publicado por Agência Iesb em 24/05/2010

Maíra Streit

A tecnologia está cada vez mais presente no dia-a-dia dos jovens. Pensando nisso, entidades ligadas ao programa Child Protection Partner (CPP), do Instituto Internacional para os Direitos e Desenvolvimento da Criança e Adolescente, lançam a pesquisa “Você está Seguro(a) Online?”. A campanha, que teve origem na Universidade de Vitória, no Canadá, conta com o apoio no Brasil das organizações SaferNet, Chilhood Brasil, NECA e Plan e vai até o final de junho.

Divulgação

A proposta é conhecer a opinião de jovens de 11 a 19 anos sobre o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), como computadores e celulares. A partir das respostas apresentadas, será possível detectar os riscos e formas de proteção mais eficazes, principalmente para as meninas. A iniciativa faz parte do estudo “Adolescentes Brasileiras e sua Realidade no Mundo Virtual”, que terá os resultados somados aos de outros países e divulgados no segundo semestre no site “Because I Am A Girl” (www.becauseiamagirl.ca).

Não há qualquer modo de identificação dos entrevistados e a expectativa é que cerca de 1.500 adolescentes participem do questionário online. Em paralelo, há também perguntas formuladas para os adultos, com o objetivo de saber um pouco mais sobre seus hábitos e a forma com que têm acompanhado o desenvolvimento das TIC em geral.

VULNERABILIDADE

De acordo com o diretor de prevenção da ONG Safernet Brasil, Rodrigo Nejm, outros levantamentos parecidos já foram realizados anteriormente. O diferencial da pesquisa “Você está Seguro(a) Online?” está em descobrir quais os tipos de vulnerabilidade de cada gênero. “As perguntas são mais específicas”, afirma Nejm. Segundo dados da ONG, pornografia infantil, manifestações de racismo, homofobia e incitação à violência são alguns dos crimes cibernéticos mais praticados no país.  

 A pesquisa “Você está Seguro Online?” pode ser conferida no endereço www.netica.org.br/cpp-brasil e estará disponível até o final do mês de junho.

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Terra sem leis

Publicado por Agência Iesb em 17/10/2009

Guilhereme Araújo e Mariana Laboissiére
Pessoas acusadas de crimes em ambiente informático, como invasão, violação, alteração e deterioração de dados contidos em computadores, poderão responder criminalmente pelos seus atos.

O que determinará as penalidades é o Projeto de Lei nº 84/99 , que está em tramitação na Câmara dos Deputados e pode ser aprovado a qualquer momento. O objetivo principal da proposta, segundo um dos relatores, deputado federal Regis de Oliveira (PSC/SP), é mudar a realidade atual que prevê apenas punição dos acusados em caráter civil, ou seja, multas por danos morais.

“Com as novas regras, os condenados poderão ser presos e pegar até quatro anos de reclusão pela infração”, enfatiza Oliveira. A expectativa do parlamentar é de que o texto da PL seja aprovado até o final deste ano. Ele salienta que se isso já tivesse acontecido, crimes como o ocorrido durante o inquérito do Caso Maria Cláudia Del’Isola – morta  há cinco anos – teriam sido inibidos. Na ocasião, fotos sigilosas do processo foram divulgadas indevidamente na internet por duas pessoas.

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Crimes informáticos: o caso Maria Cláudia Del’Isola

Publicado por Agência Iesb em 17/10/2009

Guilhereme Araújo e Mariana Laboissiére
Maria Cláudia Del’Isola tinha 19 anos quando foi assassinada em 2004. O corpo da jovem foi encontrado pela Polícia enterrado em sua própria casa. O crime que chocou Brasília na ocasião teve desdobramentos que vão além da condenação dos acusados, pois meses após a sentença, fotos do processo criminal foram divulgadas indevidamente na internet. Nelas, a vítima aparecia morta da maneira em que foi encontrada pelas autoridades.

Duas pessoas estavam por trás da divulgação das imagens sigilosas. Uma delas foi jurada na sessão de julgamento que levou à prisão dos assassinos da jovem. Cada pessoa envolvida no episódio irá pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais à família de Maria Cláudia.

Durante o julgamento que analisou os recursos das acusadas – no último dia 16 de setembro – as rés alegaram culpa do representante do Ministério Público, que não recolheu os documentos entregues aos jurados. Elas afirmaram ainda se tratar de um processo público e motivo de curiosidade por parte de amigos, em sua maioria, estudantes de Direito.

A mãe de Maria Cláudia, Cristina Maria Del’Isola, afirma ter se revoltado com o ocorrido. “Essas pessoas fizeram a minha família reviver todo aquele sofrimento, além de se apropriarem de materiais indevidos, também socializaram”, justifica. “Não dá para estimar o valor que elas deveriam pagar porque não é isso que nós queremos”, completa.

Cristina diz estar lutando pela aprovação do Projeto de Lei que define e tipifica os delitos informáticos. Ela conta ainda que foi uma das pessoas responsáveis por um abaixo assinado entregue à Câmara dos Deputados, com objetivo pressionar pelo desfecho da questão. “Tenho esperança de que a decisão favorável possa inibir agressões como a que minha família foi sujeita”, revela.

CULPA

Durante o julgamento das rés acusadas pela veiculação das fotos, o relator do processo citou depoimentos prestados pelas acusadas para rebater a alegação de que não havia provas dos fatos. Neles, ambas confessaram a responsabilidade pelo vazamento das imagens.

Os julgadores entenderam ser dever dos jurados a discrição em relação aos documentos a que têm acesso de forma privilegiada, por conta do exercício de uma função pública específica e relevante.

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