Agência Experimental de Notícias do Iesb

Uso social das tecnologias digitais da comunicação

Arquivo da categoria ‘Digicultura’

Pinceladas Virtuais

Publicado por Agência Iesb em 03/05/2011

Depois do lançamento do Art Project, especialistas brasileiros também pensam em formas de digitalização da arte  

Priscila Magalhães

O Google conseguiu uma nova façanha. O site que revolucionou a rede mundial de computadores criou um meio de visitar virtualmente 17 dos mais importantes  dos Estados Unidos e Europa.

A ferramenta, disponível desde fevereiro, permite visualizar  mais de mil obras de arte, “andar” pelos corredores de museus como Metropolitan, Moma, Tate Gallery, ler sobre a história por trás de cada um dos quadros e criar coleções de arte.

A visitação online já tem inspirado nomes importantes da museologia brasileira, como o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), José Nascimento Júnior. “Estamos procurando o Google América Latina para trabalhar nesta mesma direção”, conta. Para ele, a tecnologia deve ser usada para aproximar o público de experiências culturalmente enriquecedoras, como a visitação às memórias artísticas.

No Museu da República, no Rio de Janeiro, e no Museu de Artes e Oficios , em Belo Horizonte, já é possível fazer um passeio virtual. Mas Nascimento almeja a perfeição do método Art Project, adaptado do programa Street View, com o qual é possível fazer uma navegação de 360 graus, e obter uma noção melhor do que qualquer guia poderia oferecer.

A possibilidade de poder  examinar obras famosas de pertinho, com uma intimidade concedida somente aos artistas que as fizeram, chamou a atenção de Margarete Lopes dos Santos, que dá aula de história da arte para alunos do segundo grau. Para um amante da arte, a riqueza de detalhes vistas por meio do programa chocam — até algumas sutilezas que normalmente  não são visíveis ao olho humano.

Um exemplo disso são as pinceladas nervosas de Van Gogh, no quadro Noite estrelada, vistas centímetro por centímetro,  ao dar um clique no zoom. Ou os pequenos pontinhos que compõe a maioria das pinturas de Chris Ofili , como em No woman no cry, situada do Tate Gallery, em Londres.

“Nós temos cd rooms e aparelhos de projeção. Porém, será muito mais vantajoso utilizar este programa. Não só a visualização da obra ficará mais clara, mas o reconhecimento dos espaços”, explica a professora, que ainda não começou a utilizar a ferramenta, mas já pensa na melhor forma de passá-la para  seus pupilos.

O curador responsável pelas obras que circulam no Museu de Arte de São Paulo (Masp), Teixeira Coelho, não vê a ferramenta como o máximo da evolução, mas acredita na utilidade do instrumento. “Acredito que isso não se compara à emoção de ver uma obra em tamanho real pessoalmente”, explica. Para ele, uma das coisas mais valiosas de estar de corpo presente em um museu é a presença de outras pessoas ao redor. “Podemos compartilhar sentimentos ou a sensação de estar espremido em uma sala com várias pessoas. Tudo isso influencia a sensação ao ver a obra”, justifica.

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TV fechada usa twitcam para ampliar audiência

Publicado por Agência Iesb em 27/04/2011

Experiência é com o programa “Rrruído” voltado para a cena musical alternativa de Brasília

Isabela Evelin e Larissa Gomes

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Leitores se dividem entre o virtual e o contato nas livrarias

Publicado por Agência Iesb em 06/04/2011

Para o livreiro Chiquinho da UnB sua profissão não está ameaçada com a compra de livros online

Daniel Pinho  e  Adelson Portugal

Viciados por livros tiveram a vida facilitada pela internet. Hoje, é possível comprar praticamente todos os títulos pela web. Mas existem aqueles que não perderam o costume de freqüentar as livrarias e não abrem mão do prazer de comprar livros pessoalmente.

O jornalista, Ivan Santos, 40 anos, é leitor à moda antiga. Gosta de freqüentar livrarias, costuma passar tardes inteiras folheando obras, sem compromisso. Nas horas vagas até arrisca rabiscar o papel e escrever poesias como hobby. “Eu perco a hora dentro de uma livraria. Quando vejo, já estou atrasado para algum compromisso”, conta Ivan.

O estudante de publicidade, Alexandre Beltran, 22 anos, gosta de comprar livros via internet “por falta de tempo”. Mas afirma que não abre mão de freqüentar livrarias para ter o contato físico com o livro, sentir o cheiro dos exemplares novos, e apreciar a parte gráfica.

O historiador Claudinei Batista é um defensor do mercado de livros online, habituado a comprar e vender livros virtualmente, prática que o ajudou a concluir a faculdade. “Eu me cadastrei em um sebo online e comecei a comprar e vender livros, e assim vendia os livros que eu já havia usado, e comprava aqueles que eu precisava”, diz Batista.

Já o tradicional livreiro da cidade Francisco Carvalho, o Chiquinho da UnB como é mais conhecido, acredita que o mercado online o prejudicou, mas que sua profissão não está ameaçada com a chegada da nova tendência. Ele ressalta que sua clientela é fiel e que os anos de experiência o credenciaram para se manter no negócio.  ”Não sou apenas um vendedor de livros. Sou um livreiro, um conhecedor da área”, afirma.

Para Francisco os leitores adquirem o hábito de freqüentar livrarias na infância. “As pessoas que freqüentam nunca vão deixar de lado esse contato com o livro, e assim deixarão o legado para seus filhos que continuarão a tradição”, afirma.

Google Books

O Google Books é um dos vilões do Chiquinho da UNB, pois facilita a vida de quem não quer sair de casa e ir até a livraria. A página da web disponibiliza pequenos trechos de milhões das principais obras publicadas, para que os leitores degustem parte do livro desejado. Além do mais, ainda indica a loja onde o livro escolhido está disponível.

A seguir uma entrevista exclusiva com o livreiro Chiquinho da Unb. Confira.

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Partos online

Publicado por Agência Iesb em 21/11/2010

Transmissão ao vivo do nascimento do bebê emociona familiares

Flávia Umpierre e Milena Pimenta

Um novo serviço está dando a familiares e amigos a oportunidades de acompanhar de perto a emoção do nascimento do novo membro da família. Na capital federal, o serviço de transmissão de partos via internet já pode ser encontrado no Hospital Brasília, onde a empresa Born Vídeo Produções fornece todo o pacote.

A empresa de vídeo oferece o serviço de partos ao vivo tanto para o quarto – onde a família costuma aguardar ansiosa – quanto pela internet. O serviço oferecido pela empresa inclui ainda edição de clipe com cenas de toda a gravidez, ultras-sons e já a primeira amamentação. O material é disponibilizado no site onde só é possível assistir quem tiver acesso a uma senha dada aos contratantes do serviço.

Ana Paula Magalhães contratou o serviço para o nascimento dos dois filhos, Pedro, hoje com quatro anos, e Isabela, de quase dois. “Como a família só pode tirar foto, o serviço é legal para termos momentos de recordação, pois o vídeo editado fica disponível na internet por cerca de um mês, onde nossos parentes mais distantes também podem compartilhar desse momento”, ressaltou.

Ana Paula também teve a emoção de assistir ao parto da prima de seu marido pela internet, fornecido pela Maternidade de Laranjeiras, do Rio de Janeiro. “Lá todos tem o direito a esse serviço. Achei maravilhoso e muito emocionante”, relembra.

Proprietário da Born Vídeo, Liezer Mendes conta que as imagens são feitas de forma sutil, procurando expor o menor possível a mãe na hora no parto. Ele conta que o intuito principal é capturar toda a emoção na sala de parto no momento do nascimento e da movimentação que o antecede. “Quem não contrata esse serviço costuma se arrepender”, afirma o profissional que trabalha há 12 anos com gravações de partos.

Já Andrea Prass, mãe de Gabriela, de apenas seis meses, optou por não contratar o serviço do Hospital Brasília. “Achei a idéia legal porque tenho muitos parentes no Rio Grande do Sul, mas por outro lado, acho que a gente fica muito exposta”, salienta.

O serviço de transmissão ao vivo de partos é oferecido no momento da internação e custa R$ 400. A equipe de gravação fica de plantão no hospital 24 horas por dia todos os dias do ano. Nos demais hospitais de Brasília que não têm parceria com a produtora, fica a critério do médico responsável pelo parto autorizar a gravação. Esse serviço, no entanto, deve ser contratado com antecedência.

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Futebol online ganha realismo e novos fãs

Publicado por Agência Iesb em 13/10/2010

O desenvolvimento de jogos para vídeo game fica cada vez mais perto da realidade

Por Gustavo Toncovitch

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Booktrailer quer conquistar novos leitores entre os internautas

Publicado por Agência Iesb em 13/10/2010

Formato é similar aos trailers de cinema, com apresentação da sinopse da obra literária

Por Ideilma Caminhas e Iresvelt Araújo

Uma iniciativa já adotada no exterior vem ganhando força no Brasil. São os book trailers, que exploram as ferramentas digitais para conquistar novos leitores pela rede. O boca a boca virtual começa com os links sendo indicados em blogs, sites e enviados pelos próprios leitores.

O book trailer é exatamente o que propõe o título, o trailer de um livro, produzido em alguns casos de forma muito similar aos trailers de cinema, um filme curto com apresentação da sinopse. A iniciativa no exterior é bastante praticada e por aqui já tem até um site para consultas onde há vários títulos disponíveis para acesso.

A editora Monica Sicuro queria algo diferente para ativar o potencial de mercado dos livros.  E após pesquisas percebeu que no exterior, grande parte dos vídeos não contavam com atores de carne e osso, mas com animações. Durante o processo para a produção do book trailer de Agridoce, do qual é editora, até mesmo o figurino foi de acordo com o descrito no livro por Simone Marques.

A escritora Simone Marques comenta que o book trailer é um “meio de divulgação fantástico e que os leitores ainda precisam descobri-lo”. Simone é autora de Agridoce, obra que já possui vídeo divulgado na internet e acumula mais de 600 acessos.

Agridoce teve a primeira edição esgotada na Bienal três dias antes do encerramento do evento. “Num local com milhares de títulos, termos esgotado os 100 que levamos eu já é algo bem considerável. Outros Livros bons que levei não tiveram o mesmo desempenho.” Conta Monica, que complementa sobre a interação das mídias para incentivar a leitura e compra dos livros “Para o publico brasileiro, que não tem uma cultura de leitura, dialogar com outras mídias é fundamental para o sucesso de determinada obra.”

E não para por ai, só na editora onde Monica trabalha há mais três book trailers em fase de produção e para um livro em especial, o DEIS (Departamento Especial de Investigação Sobrenatural), foi desenvolvido um jogo ( inicialmente para Ipod e on line) e está disponível no youtube a abertura que foi feita para o jogo.

Veja os book trailers citados:

A bailarina fantasma – Socorro Acioli

Agridoce – Simone Marques

Projeto DEIS

Gostou? CLIQUE AQUI e pesquise outras obras!

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Amém.com

Publicado por Agência Iesb em 13/10/2010

Religiões oferecem serviços pela internet
Por Geanderson Reis
 
A internet vem alterando a rotina dos brasileiros. De acordo com o sociólogo Eduardo Gabriel, da Universidade de São Paulo (USP), a internet causou mudanças inquestionáveis na concepção da vida social das pessoas. Até as religiões já estão oferecendo serviços religiosos pela rede mundial de computadores. De acender velas até assistir cultos ou encomendar magias, tudo isso pode ser encontrado na rede.
 
A carioca Roberta Silva, 55 anos, apesar de não ter tido pais religiosos, sempre manteve inclinação para os assuntos que tratam da temática espiritualidade. “Vida, morte, espíritos, entre outros, são temas que sempre mexeram com meu imaginário, o problema é que nunca tive tempo para nada, inclusive para freqüentar um centro espírita em minha cidade”, diz.
 
Para solucionar essa falta de tempo, algumas religiões desenvolvem serviços virtuais que não tomam mais que alguns minutos. Para acender uma vela de agradecimento, por exemplo, basta um clique.
 
O site Vela Virtual (www.velavirtual.com.br) foi criado especialmente para esta finalidade. Ligado à instituição católica Associação Apostolado Sagrado Coração de Jesus, o site já teve mais de 1 milhão e meio de cliques para o acendimento de velas.
 
Mas quem quiser ir além e freqüentar uma igreja, por exemplo, só que via internet, a Igreja Evangélica Virtual (www.igrejaevangelicavirtual.com) é a solução. Dirigida pelo pastor Dagoberto Prata, qualquer um pode, via e-mail, enviar um pedido de oração para que o religioso faça orações e jejuns pela “vitória espiritual” do internauta.
 
É possível fazer pedidos de oração, receber orientação pastoral, tirar dúvidas sobre temas do cotidiano e assuntos bíblicos, ler a bíblia e, depois da “bênção” alcançada, postar um testemunho e compartilhar com toda a rede a “graça” recebida. Até o fechamento desta matéria, 858 pessoas haviam escrito mensagens de agradecimento à Igreja Virtual.
 
Mas se o seu problema com o mundo espiritual é mais sério, que tal dar uma passeada pelo portal da Sara Maga (http://saramaga.com.br)? Diversos serviços religiosos são oferecidos. Rituais para acelerar o casamento, para a prosperidade financeira e consultas são alguns deles. Outro site indicado é o da Federação Internacional Afro-Brasileira (Fietreca – www.fietreca.org.br). Nele, apenas com um clique, é possível resolver qualquer problema de ordem espiritual, garante o site.
 
A corretora de imóveis Patrícia Lima, de Brasília (DF), já usou esse tipo de serviços algumas vezes. Quando adolescente, tinha certa dificuldade para encontrar um namorado e, como alternativa, encomendou uma magia para ficar mais atraente. “Parece que deu certo, pois encontrei o grande amor da minha vida. Mas acho que isso se deve mais ao ganho de autoconfiança do que a qualquer força sobrenatural”, afirma.

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Fazendeiros invadem a internet

Publicado por Agência Iesb em 31/08/2010

Imagem de abertura do jogo

Jogo que ensina a plantar, colher e administrar uma fazenda online se torna vício

Lílian Reis e Márcia Rosa

Já são mais de 5 milhões de pessoas conectados no jogo mais popular do Orkut, o Mini Fazenda. O novo aplicativo simula uma fazenda em tempo real e permite aos jogadores administrarem para ganhar o máximo de “dinheiro” possível. O jogo virtual se tornou um vício para crianças, adolescentes e adultos.

Criado pela equipe Vostu – promotora de jogos sociais no Brasil –, o jogo online é um sucesso na internet. A popularidade da fazenda virtual cresce a cada dia. Ao instalar o novo aplicativo, o jogador tem a possibilidade de plantar frutas, vegetais, criar animais, expandir a fazenda, decorá-la com árvores, construções e interagir com os vizinhos. O game também permite colecionar itens e ganhar prêmios. Ele acompanha o mundo real, pois, nas datas comemorativas, os criadores disponibilizam itens novos de decoração. Os jogadores podem participar de concursos e comprar itens raros com dinheiro “vivo”, por PagSeguro, via PayPal ou pelo seu celular.

A secretária Cristina de Oliveira e Silva, 36 anos, adora administrar a Mini Fazenda dela. Há seis meses, treina ser uma fazendeira virtual. O que lhe atraiu para o jogo foi o tema, pois gosta de atividades rurais. “Gosto do crescimento das plantações, ver as construções prontas, ganhar presentes, ajudar meus amigos, aprender a economizar”, diz. Por isso acredita que o jogo aborda noções de economia, administração, agronomia e engenharia civil.

O vício é tanto que pode até interferir na vida pessoal do jogador. Um exemplo disso é a auxiliar de limpeza Maria Joseane da Silva, 32 anos. Ela joga, pelo menos, meia hora por dia o simulador de vida em fazenda. Como não tem internet em casa, dedica parte do tempo no trabalho para o jogo. “Às vezes, dá vontade de ir a uma Lan House só para jogar”, admite. Maria afirma que aprendeu muitas coisas com o game, como plantar, regar, colher, combater as pragas e vender a colheita para poder comprar mais sementes. “O barato desse jogo é a produtividade, o controle do processo, o lucro, o crescimento financeiro, ou seja, a construção de um resultado”, conclui.

O Mini Fazenda, totalmente gratuito, é um RPG online. Funciona via navegador (Firefox, Internet Explorer, Safari, etc), ou seja, não é necessário instalar nada na sua máquina para executá-lo.

Jogadora há oito meses, a secretária Pricila Porto, 23 anos, diz que, quando tem um tempo livre no trabalho e em casa, joga o Mini Fazenda. No início, achava que games era uma atividade para “quem não tinha o que fazer”. Nunca teve paciência para jogos; mas, depois que a prima dela instalou a fazenda virtual no Orkut, ficou encantada com o aplicativo. “Não dá pra ficar muito tempo sem jogar, pois o jogo vai contando o tempo de colher as coisas mesmo você não estando online no Orkut. Além do mais, sempre têm novidades que fazem você continuar jogando”, afirma.

O jogo é destaque em inúmeros blogs, twitters, comunidades, fóruns. Já têm até comunidades onde os fazendeiros se reúnem para trocar dicas, tirar dúvidas, fazer amigos e ficar por dentro de todas as novidades do jogo. No momento, o Mini Fazenda encontra-se em fase de desenvolvimento o que significa que erros e bugs poderão surgir e algumas funcionalidades serão liberadas aos poucos.

Modelo da Mini Fazenda de um jogador

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Chat por webcam, uma febre na internet

Publicado por Agência Iesb em 05/05/2010

Rafael Mouad e Gabriel Guedes

Basta um “click” e uma pessoa no Brasil poder conversar, ver e ouvir uma pessoa na China. Já São mais de 30 milhões de pessoas em todo o mundo conectados pelo programa mais famoso de chat por webcam, o Camfrog. Ao instalar o programa, o internauta tem a possibilidade de conhecer pessoas de países espalhados pelos quatro cantos do planeta.

Criado em 2003, a popularidade do programa de chat com câmeras cresce a cada dia. Para cada continente são dezenas de salas como opções para interação. Mas existem regras que se descumpridas podem banir o usuário temporariamente ou excluí-lo das salas de bate-papo. Desrespeito a outras pessoas, repetições de frases continuas ou vídeos são principais exemplos para que alguém receba o cartão vermelho. Mas para ter o poder de impor regras, a pessoa tem que ser um dos operadores das salas.

DJ Roger, operador desde 2004 de uma das dezenas de salas brasileiras, disse que desde freqüenta o Camfrog, a procura está cada vez maior. “Atualmente as principais salas do país chegam a ter 600 pessoas. O cuidado tem que ser redobrado. Nas horas mais cheias, entre o final da tarde até a madrugada, há todo o momento estou banindo pessoas que desrespeitam as regras. Ainda bem que é virtual, se não, com certeza já teria acontecido agressões físicas”, afirma o operador. O blog Frog Friends, em português, dá dicas e tira dúvidas de usuário brasileiros.

A estudante de Direito Internacional Josiane Pereira disse que está casada hoje porque encontrou o par ideal em uma das salas de entretenimento. “Graças ao Camfrog, hoje sou casada com o homem da minha vida. O conheci em 2006, quando uma amiga me falou do programa. Namoramos seis meses pela internet e depois resolvemos nos casar. Ele é de Curitiba e veio morar comigo em São Paulo”, completou a estudante.

Tem quem diga também que o vício em estar conectado horas seguidas, diariamente, fez do mundo virtual a própria realidade. Esse é o caso de Mauro*, que diz muitas vezes não distinguir mais a vida paralela na internet da vida real. “São tantas horas que passo na frente do programa, que a maior parte do tempo que tenho é dedicado em ficar observando e conhecendo pessoas na rede. Às vezes quando vejo alguém na rua, imagino se ela não é uma das freqüentadoras”.

Chatroulette

Criado pelo russo Andrey Ternovsky, de apenas 17 anos, o Chatroulette também está entre os mais requisitados programas de entretenimento via internet. Diferente do Camfrog, o programa russo é uma verdadeira roleta russa de pessoas. Para entrar na brincadeira, o internauta precisa apenas acessar o site e clicar em “New Game”, que pessoas de todo o mundo estarão conectados em um único lugar, e frente à frente, via Webcam. Não é possível participar do Chatroulette sem ativar a webcam.

No entanto, como a maioria das conversas no Chatroulette são em inglês, alguns brasileiros inventaram a versão brasileira do site russo, o “ChatRolé” e o “CataPapo”, dando uma realçada na realidade dos bate-papos para quem tem dificuldade com a língua estrangeira.

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O traço do arquiteto

Publicado por Agência Iesb em 15/04/2010

Brasília 50 Anos – slideshow por Thaís Costa e Liana Rabêlo

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