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Novo site da Embrapa ensina ciências de forma interativa

Publicado por Agência Iesb em 07/06/2011

A primeira escola de Brasília convidada a participar do projeto foi o colégio Maxwell

Com o intuito de levar conhecimento científico de uma maneira interativa, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou em abril o site “Contando Ciência”, direcionado ao público infanto-juvenil. A primeira escola de Brasília convidada para participar do projeto foi o colégio Maxwell, localizado na região administrativa do Guará.

A apresentação do site nas escolas selecionadas foi acompanhada de uma aula prática sobre ciências. Os alunos tiraram as dúvidas com profissionais da área e se aproximaram do tema. Além do colégio Maxwell mais duas escolas foram escolhidas para participar do projeto, o Centro de Ensino Fundamental 106 no Recanto das Emas e a Escola Classe da 410 sul.

No colégio Maxwell as crianças conheceram o site e tiveram aula sobre o funcionamento de um biorreator – equipamento que multiplica mudas de plantas, acelerando o processo de produção.

Para a coordenadora do ensino fundamental da escola Maxwell, Hilma Ferrão, é um privilégio o colégio ter sido escolhido pela Embrapa para participar do projeto. “Unir ciência à tecnologia é uma ótima maneira de ensinar. Precisamos estar atentos à essas mudanças para cada vez mais melhorar os mecanismos de ensino”, garantiu.

Uma das preocupações da equipe resopnsável o site é garantir a mesma oportunidade de acesso ao conhecimento para pessoas portadoras de deficiências. Na Escola Classe da 410 sul os portadores de deficiência visual e outras, participaram de oficina com plantas do bioma Cerrado.

O objetivo é estimular o conhecimento das plantas com a utilização de sementes, folhas, frutos e cascas de espécies nativas, por meio do conhecimento de aromas texturas, formas, sons e sabores.

Já os alunos da 5º série do Centro de Ensino Fundamental 106 conheceram duas tecnologias da Embrapa: as hortas em pequenos espaços e o projeto Biofrito, destinado à reutilização do óleo de frituras para a produção de biodiesel.

“Trabalhamos para popularizar a ciência”, enfatizou a pedagoga e funcionária da Embrapa, Marluce Freire. Como umas das maiores incentivadoras do projeto, Marluce conta que foram cerca de dois anos para desenvolver o site com uma linguagem própria do mundo infantojuvenil bem como características que atendessem ao apelo desse público como cores e personagens, mas sem esquecer o conteúdo e a interação dos usuários com os pesquisadores.

Durante o processo de criação do site crianças puderam opinar e sugerir melhorias no conteúdo do portal, avaliando as cores, os personagens e as possibilidades de interatividade. O site conta com glossário, jogos sobre os temas desenvolvidos e uma biblioteca com obras voltadas para o público alvo do projeto.  Outra possibilidade de interação é o bloguinho, no qual, dúvidas podem ser tiradas diretamente com pesquisadores da área. Para conhecer o portal, acesse o endereço www.embrapa.br/contandociencia

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Redes sociais são aliadas na preparação para concursos

Publicado por Agência Iesb em 31/05/2011

Concurseiros utilizam a ferramenta como mais um recurso de estudo

Allan Oliveira e Guilherme Fontes

As horas de dedicação, a troca de informações nas salas de aula dos cursinhos, bibliotecas e até grupo de estudos já não são suficientes para satisfazer as necessidades de aspirantes a um cargo no serviço público. A popularização das redes sociais proporcionou aos internautas ganhar mais um aliado na busca do conhecimento e a ter acesso de forma mais ágil ao que acontece no mundo dos concursos.

A capacidade de interação através dos recursos multifuncionais que essas ferramentas oferecem tem atraído um número crescente de concurseiros. Acessando sites e comunidades específicas,  é possível baixar provas de concursos anteriores, conteúdos de matérias e ler notícias das seleções mais disputadas do país. Além disso,  os interessados podem promover debates com mensagens publicadas sobre os editais.

A auxiliar de saúde Camila Lago conta que parte da sua preparação para o concurso público do Hospital de Santa Maria foi feita através de fóruns virtuais e sites governamentais.  Apesar de ter baixado material nas redes sociais, ela avalia que nem todos os sites merecem credibilidade,  razão de não centralizar os seus estudos apenas na internet. “Em alguns sites o material é bom e confiável e em outros é muito superficial,  pois às vezes os assuntos não são atualizados com freqüência o que compromete a confiança no material”, afirma Camila.

O poder das redes sociais como canal de comunicação no âmbito dos concursos levou a servidora concursada Priscila Campos a recorrer à internet na disputa de novos desafios. Empossada no cargo de agente administrativo do Ministério da Saúde desde o ano passado,  a funcionária retomou os estudos recentemente e pretende trocar experiências online com outros concurseiros na tentativa de ser aprovada em mais seleções.  “As discussões estabelecidas nos fóruns criados na Internet são muito frutíferas e quase sempre levam à percepção de novos pontos de vista que não perceptíveis ao candidato em sua reflexão individual”, acredita.

A participação em fóruns online também virou uma alternativa na rotina de estudos de Janaína Silva. Aluna de um renomado curso preparatório de Brasília, Janaína passou a visitar vários sites especializados em concursos no Brasil por orientação de seus professores que utilizam as redes sociais como metodologia suplementar ao conteúdo aplicado em sala de aula.  “Os professores dão dicas valiosas de onde e como buscar material confiável.  A maioria tem grupos de estudos, blogs e dão direcionamento para conteúdos considerados confiáveis”, afirma a concurseira.

A interação entre estudantes de cursinhos e professores nas redes sociais é aprovada até por quem optou por não utilizar a ferramenta na preparação para os concursos.  Em razão do curto período entre a publicação do edital e a realização das provas,  o técnico judiciário Cristiano de Lima procurou auxílio apenas no curso preparatório.

Para ele, a troca de informações na web tende a contribuir com os estudos de quem está iniciando a vida de concurseiro e tem pouca experiência na preparação dos concursos,  mas alerta que o candidato precisa saber selecionar o conteúdo na hora de estudar. “Existem materiais muito bons na internet, a dificuldade está em reuní-los e eliminar os que não alcançam as expectativas.”, explica.

O professor da UnB,  especializado em redes sociais,  Lúcio Teles,  concorda que separar a informação relevante é o maior obstáculo que os concurseiros enfrentam na hora de consultar um conteúdo disponível na internet em razão do número incalculável de informações que circulam na rede. “Tem de se criar filtros para que o material que chegue a você seja um material de qualidade”, aconselha.

O especialista classifica como positiva a interação dos concurseiros nas redes sociais e garante que a troca de informação em sites de credibilidade contribui para a metodologia do aprendizado, podendo ser efetiva na aprovação de um candidato. “Estudos recentes mostram que as pessoas aprendem mais através de estratégias colaborativas do que estratégias individualizadas. A colaboração e a interação entre estudante e colegas tendem a levar a um melhor resultado”, concluiu.

Para Lucio Teles é necessário saber utilizar corretamente a web:

Cursinhos investem em vídeo-aulas

De olho na procura dos alunos, os cursos preparatórios passaram a oferecer em seus sites serviços de vídeo-aula aos estudantes que sonham ingressar no serviço público.  A educação à distância surgiu como um mercado alternativo no âmbito dos concursos e disponibilizou mais uma opção aos concurseiros que não possuem um horário flexível para estudar.

Nos últimos anos esse recurso ganhou força e ganhou popularidade a ponto de atrair outros públicos.  A praticidade e o custo do curso online que costuma ser menor em relação ao presencial são alguns dos atrativos.  A coordenadora da Vestconcursos, Fabrícia Gouveia, explica que é frequente o aluno do curso presencial buscar conhecimento na vídeo-aula oferecida pela empresa. “Eles fazem o curso presencial e reforçam o conteúdo com o online”.

Segundo Fabrícia Gouveia o aluno que utiliza o serviço online tende a ter um perfil mais independente ao estabelecer o seu próprio ritmo de estudo. “O aluno se torna mais investigador por ser dono do seu processo de aprendizagem”.
A coordenadora aponta que outra vantagem do curso online é a democratização da informação já que os alunos de outros estados podem ter acesso às aulas com professores conceituados que não são necessariamente das suas regiões.  “O aluno não precisa mais se restringir ao que tem na cidade dele. O ensino à distância quebra essa barreira”,  finalizou.

Sites populares entre concurseiros:

www.caminhodaspedras.net

http://concurseirosolitario.blogspot.com/

http://www.dzai.com.br/papodeconcurseiro/blog/papodeconcurseiro

http://www.tudosobreconcursos.com/content/view/5/26/

http://apostilagratis.org/

http://www.planalto.gov.br/leg.asp

http://www.mec.gov.br/leg.asp

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Concursandos descobrem a internet como plataforma de estudos

Publicado por Agência Iesb em 16/05/2011

Compras online, colaboração em redes sociais e estudo via mensageiro eletrônico estão entre as opções disponíveis

Thaís Figueiredo

Apesar da suspensão dos concursos públicos em 2011 para preenchimento de cargos na União, medida tomada pelo Ministério do Planejamento para diminuir despesas,  há cerca de 26,1 mil vagas atualmente oferecidas pelo judiciário, legislativo, autarquias, empresas públicas e estados. Nas proximidades do Distrito Federal, a maior oportunidade é oferecida pela Prefeitura de Planaltina (GO), que oferece o total de 5.440 vagas. A remuneração pode chegar a R$ 22 mil.

Quem busca um lugar no serviço público sabe que, quanto maior a oferta, maior o número de concorrentes. Por isso é necessário estar sempre preparado e atualizado. Filipi Souza, 20, vê na internet uma ótima forma de aprendizado. Ele sempre vai ao site das bancas examinadoras mais reconhecidas fazer o download de provas antigas.

SegundoFilipi, essa é uma boa forma de conhecer o estilo das perguntas que terá que responder no futuro, já que questões de perguntas tendem a ser parecidas umas com as outras. “A roda já foi inventada. Se você identifica quais as questões mais abordadas por uma banca, a tendência é que essas questões se repitam”, explica o estudante.

Luiz Nogueira, 23, é adepto de um método diferente. Sempre que um concurso de grande porte é anunciado, junta-se a um grupo de colegas para comprar apostilas online do site “Ponto dos Concursos”. Um pacote incluindo apenas as matérias específicas do concurso custa cerca de R$ 400. O esquema é muito parecido com aulas presenciais, já que há horário e dia marcado para os conteúdos ficarem disponíveis. O material é preparado pelos professores mais renomados de concurso do Brasil e tem como diferencial é escrito em linguagem bastante simples e didática.

Um ponto negativo é que os materiais não foram feitos para serem compartilhados. Os arquivos são individualizados, com o CPF de cada aluno como marca d’água. “Eles consideram o compartilhamento como pirataria, mas todo mundo troca os arquivos. Tem sempre alguém que sabe retirar o CPF da página e assim a informação é trocada sem peso na consciência”, confessa.

Evelyn Nila, 25, é usuária de ferramentas que gerenciam o tempo de estudo dos concursando. Como faz cursinho na Vestcon, utiliza mais a plataforma utilizada pela escola. Para ela, esses sistemas são vantajosos pois, além de oferecer um banco de questões de provas anteriores, possibilitam que eles comparem os acertos e erros com os colegas. “Lá eu posso saber quando tempo eu gasto em média com cada questão, isso me força a pensar mais rápido”, conta. Um site que oferece serviço parecido na internet é o www.tuctor.com. Ele é voltado para a preparação e organização do tempo de estudos para a otimização do aprendizado.

SITES

Nessa disputa, a internet pode ser uma arma poderosa a favor do candidato. Uma possibilidade nesse sentido, é a de usar as redes sociais para se comunicar com pessoas em situação similar. Sites como owww.atepassar.com.br e o www.superconcurseiros.com.br realizam essa ponte e possibilitam o diálogo e a troca de informações entre concurseiros.

Outra solução prática, ideal para quem não tem disponibilidade para se deslocar até os cursinhos, ou passar horas em bibliotecas, são as vídeo-aulas. O download de um curso completo com 131 aulas de direito-administrativo, matéria básica de concursos, sai em media R$ 500 reais  na Vestcon. O Gran-cursos oferece serviço similar, por um preço menor. Pelo valor de R$ 154, o aluno tem direito a assistir até quatro transmissões virtuais do conteúdo escolhido.

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Tecnologia muda a realidade da sala de aula

Publicado por Agência Iesb em 12/05/2011

As escolas brasileiras têm um novo desafio: se adaptar aos alunos que nasceram na era digital

Larissa Gomes

Telas interativas, aulas com conteúdo 3D, dever de casa online e uso de equipamentos tecnológicos cada vez mais sofisticados. Essa realidade das salas de aulas tem levado pedagogos a debater sobre a escola para crianças que crescem acostumadas com a tecnologia.

“As escolas precisam desenvolver estratégias para usar aparatos digitais”, opina o especialista em tecnologia da educação da Universidade de Brasília (UnB), Gilberto Lacerda. Para ele, o mundo avança na direção de integrar cada vez mais a tecnologia nas escolas. Para Lacerda, o uso de recursos informáticos atrai a atenção da criança e a mantém focada no conteúdo pedagógico.

O especialista afirma que a escola tenderá a ser menos focada no conteúdo e mais na estratégia. “Hoje o currículo e a detenção de conhecimentos é o importante. Porém, o conhecimento está cada vez mais disponível no espaço virtual. No futuro, o importante será o cidadão ter a capacidade de buscar o conhecimento”, explica.

Professor desde 1986, Lacerda não crê que o ensino mudou muito desde quando começou. “De um modo geral a escola evoluiu muito pouco. Há um esforço muito grande em levar inovações para a sala de aula, mas demora para que a escola coloque as tecnologias em prática”. Segundo ele será necessário pelo menos vinte anos para isso se difundir. “Será uma nova geração de professores em exercício. Eles promoverão uma nova relação da escola com a tecnologia”, acredita.

Sala de aula interativa do Dínatos COC

Conhecido por unir ensino e tecnologia, o colégio Dínatos COC é pioneiro na adoção de uma nova didática. Com aulas em 3D, lousas eletrônicas e livros disponíveis no portal da escola, o coordenador do ensino médio, Ricardo Magno, diz que as novas mídias são importantes ferramentas de auxílio na aprendizagem. “A acessibilidade dos alunos é grande em relação a tecnologia. Eles já estão acostumados com isso”, comenta.

Magno afirma que à primeira vista alguns pais estranham tanta inovação. “Eles acham que os filhos vão perder a atenção se estiverem no computador. Muito pelo contrário. As aulas com o aparelho são as mais tranqüilas, porque estamos usando a linguagem deles”, afirma. Na opinião do coordenador, a tendência das escolas é ter uma tecnologia cada vez mais interativa, “um caminho sem volta”. O Dínatos COC tem um projeto para ser lançado ano que vem dando a possibilidade da criança fazer o dever de casa pela internet.

A orientadora pedagógica com 25 anos de experiência em escolas públicas, Vera Lúcia Queiroz, também vê a tecnologia como uma necessidade das escolas. Porém, ela acha que é necessário ponderar o uso. “O caderno não pode deixar de existir. O aluno tem que escrever para aprender os signos. Substituir tudo por aparelhos eletrônicos poderia significar um grande prejuízo para as habilidades motoras dos alunos”, avalia.

Tablets nas escolas

O grupo Estácio está liderando uma nova experiência no pais: 5,5 mil alunos e 500 mil professores receberão tablets (computadores portáteis sensíveis ao toque) ainda este ano para substituir cadernos, livros e para assistir a aulas online. De acordo com a instituição, a ferramenta garantirá inclusão digital e irá facilitar a vida do aluno.

Depois do anúncio do investimento chinês na fabricação de tablets no país, o Ministério da Educação também decidiu estudar a possibilidade de uso destes aparelhos nas salas de aula. O ministro da Educação, Fernando Haddad, receberá até o fim deste mês um relatório feito por especialistas para avaliar como as novas tecnologias podem se tornar ferramentas didáticas e contribuir para a aprendizagem.

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Novo Blackboard aumenta interatividade entre professor e aluno

Publicado por Agência Iesb em 12/05/2011

O módulo será acessado por iPhone, Blackberry e aparelhos com sistema Android, além de tablets

Mariana Servinsckins e Mirela Lopes

Ilustração. Parceria entre o IESB e StudyWiz Spark

A versão atualizada do Blackboard, plataforma de ensino à distância (EAD) adotada pelo IESB, estará disponível para professores e alunos no segundo semestre deste ano. Atualmente é utilizado apenas o módulo Learn, que permite a disponibilização de arquivos como word, powerpoint e excel. Com a atualização, passam a integrar a plataforma de ensino online os módulos Connect, Collaborate, Community e Mobile.

Segundo o coordenador interino do EAD, André Luis Garbulha o módulo permite maior interatividade. “O Connect permite realizar vídeo conferências a qualquer tempo, com a integração de um quadro de tarefas virtual. O Collaborate amplia as possibilidades de interação entre os alunos e entre estes e os professores, integrando a todos nas redes sociais”.

O módulo Community abre a possibilidade de criação de comunidades que serão espaços exclusivos e personalizados para cada curso, além de uma maior interação com a coordenação.  Por fim, o Mobile, permite que o blackboard seja acessado pelo telefone. “Ele colocará todas as possibilidades de uso na palma da mão”, disse. O módulo será acessado por iPhone, Blackberry e aparelhos com sistema Android, além de tablets.

O IESB trabalha na atualização do sistema desde o final de março. “Até o lançamento as equipes de tecnologia do IESB irão atuar em diversas frentes, como na capacitação dos professores e na mudança do sistema”, conta o coordenador.

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Big Brother escolar

Publicado por Agência Iesb em 24/10/2010

Escolas disponibilizam aos pais desde imagens em tempo real até informações completas sobre o desempenho escolar dos alunos.

Marcela Sá e Pedro Rito

Notas de provas, faltas, observações da rotina escolar e imagens em tempo real dentro do colégio. Todas essas informações estão disponíveis nos portais de escolas de Brasília para acesso diário dos pais. Embora o sistema seja importante, os pais devem ficar atentos à forma de utilização para evitar exageros e conflitos.

Segundo a orientadora educacional da escola Leonardo da Vinci, Jane Mara Castello Branco, o programa foi criado devido à dificuldade dos pais em acompanharem a rotina diária dos seus filhos. “Com o projeto em prática os pais puderam começar a participar, acompanhar e entender como eles estão se desenvolvendo na escola”, afirma. Para ela, é uma oportunidade dos pais terem um “feedback” da situação escolar dos seus filhos.

No portal da escola, os pais podem acompanhar o boletim, as tarefas diárias, a parte disciplinar, os conteúdos das provas e agenda diária. No entanto, mesmo com tantas informações, muitos pais não têm o hábito de acompanhar. Nesse caso, segundo Jane, os pais ficam surpresos quando são chamados para comparecer na escola e se deparam com a situação dos filhos.

Kátia Maia, jornalista e mãe dos irmãos Bernardo e Guilherme Maia, estudantes do Leonardo da Vinci, disse que acessa até três vezes por semana. “Para os pais é ótimo, pois é uma forma de comunicação entre pais e escola, mas para as crianças é um pouco chato, porque acham que é uma supervisão constante”, analisa. Segundo ela, se mentirem ou não contarem, os pais saberão do mesmo jeito. “Eu digo para não deixarem aparecer no site, pois se já estiver considero como verdade e não tem como desmentir”.

Na opinião da psicóloga especializada em crianças e adolescentes e mestre em Desenvolvimento Infantil, Sanmya Salomão, a internet é importante para o acompanhamento mas é preciso ter cuidado. “É primordial que a criança tenha um espaço de privacidade e uma vivência escolar diferente da que tem em casa. Por isso é bom que alguns momentos escolares sejam só delas, não sendo todos compartilhados com os pais”, ressaltou.

Para ela, a internet nunca vai conseguir suprir a informação de como são as vivências das crianças, como o momento em que sentiu rejeitada e o esforço para se integrar. “A internet pode ser perigosa, se pensado que ela invade o espaço individual vivido pela criança e transporta isso para a família, que pode interpretar a informação de diversas maneiras sobre o modo de a criança aprender, interagir e se desenvolver”, disse.

Câmeras

O portal do colégio Ciman oferece aos pais além de dados escolares, a possibilidade de ver o filho em tempo real. São 160 câmeras espalhadas pelas salas de aula, pátio interno e estacionamento. Segundo a assessora da escola, Martha Mendes, o sistema tem o objetivo de oferecer segurança aos pais e manter uma proximidade com o dia-a-dia das crianças e com a escola.

O uso da ferramenta foi tão intenso que deixou a administradora e estudante de Direito, Lílian Câmara, angustiada. Mãe de Pedro Henrique, de 8 anos, estudante do Ciman ela acha a alternativa ótima para os pais verem o desenvolvimento dos filhos, mas se usada sem exagero. “Como as câmeras são espalhadas pelos corredores, cantinas e pátios eu ficava tensa, obcecada a espera do aparecimento dele”, afirmou.  Com o tempo, Lílian percebeu que estava ficando muito ansiosa para ver Pedro. “Usufruí muito mas não estava sendo saudável e além de perder meu tempo não era necessário”, completou.

Em relação às câmeras, a psicóloga Sanmya Salomão acredita que pode não ter tanta utilidade, pois pode causar apreensão e criar conflitos. “Os colégios, pais e orientadores devem começar a pensar sobre a legitimidade da câmera e até que ponto isso não pode ser uma invasão de privacidade, pois criança também tem sua vida”, ressalta. De acordo com ela, se for sempre vigiada, a criança nunca vai aprender a agir de maneira natural. “Os pais devem dar espaço ao crescimento dos filhos, pois a criança precisa ter conceitos e vivências próprias”.

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Projeto capacita índios para o mercado de trabalho

Publicado por Agência Iesb em 30/05/2010

Natália Melo e Priscila Nascimento

Começou agora em maio o primeiro curso de capacitação em informática para índios, promovido pelo Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília.  A iniciativa faz parte do projeto Estação Digital, patrocinado pela Fundação Banco do Brasil. As aulas começaram na primeira semana do mês, com uma turma de 20 alunos.

A gestora do projeto, Tânia Primo, fala mais sobre os objetivos do curso.

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Mais tempo para educação com ensino à distância

Publicado por Agência Iesb em 18/05/2010

Roberto Maia e Thaís Werneck

Correria e falta de tempo deixaram de ser desculpa para se aprimorar ou mesmo concluir uma graduação. O ensino à distância cresce em popularidade e qualidade.

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Wikipédia: veloz, popular, mas com ressalvas

Publicado por Agência Iesb em 06/05/2010

Site da enciclopédia virtual já é um dos mais visitados do mundo, mas confiabilidade das informações levanta polêmica

Gisele Fernandes e Carolina Dutra

O nome vem do termo havaiano wiki-wiki, que significa “veloz”. A Wikipédia rapidamente se tornou uma popular ferramenta de pesquisa, construída com a colaboração voluntária de internautas. Mas apesar da fama, o site não foge ao debate: é possível confiar nas informações da Wikipédia?

O site funciona como uma enciclopédia feita pelos usuários. Após a inserção de um texto, ele passa por uma avaliação antes de ser postado, o que até um tempo atrás não era feito.

Em entrevista à revista Super Interessante a pesquisadora do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, Fernanda Viegas, explicou a razão do sucesso do site. “A Wikipédia dá certo porque tem uma hierarquia definida e regras claras de conduta. O vandalismo é corrigido com rapidez. Tente apagar algum texto que em minutos um editor, informado por e-mail, resgata a versão anterior”.

A discussão sobre a confiabilidade da Wikipédia é extensa. A revista Veja, em um episódio para provar a falta de confiabilidade do site, publicou uma informação erronia para conferir em quanto tempo ela seria corrigida.  A revista conseguiu provar a teoria, pois a falsa informação ficou no ar por vários dias. Mas ao mesmo tempo foi muito criticada por blogueiros. Um jornalista chegou a escrever em seu site: “A elite do jornalismo brasileiro desceu ao mesmo nível dos adolescentes que curtem pixar sites com segurança precária”.

O estudante de jornalismo Bruno Henrique Peres disse que não confia no site porque ele pode ser escrito por qualquer um, mas o utiliza como referência para pesquisas. “Se lá diz que a prefeitura do Rio de Janeiro decretou estado de calamidade pública, por exemplo, confirmo a informação no site da prefeitura”, explica Bruno.

A mesma opinião tem a estudante da Universidade de Brasília (UnB), Sarah de Souza, que também prefere checar as informações do site. “Uso pra pesquisas superficiais e como base pras mais aprofundadas. Mas quando eu quero muito saber sobre um assunto, nunca uso só o Wikipédia”, afirma.

Na contramão dos alunos, o coordenador do curso de Publicidade do IESB, Nicolas Caballero, considera que o site serve para democratizar a informação. “Sou a favor do compartilhamento de dados e textos. Alguns podem ser tendenciosos, mas tudo depende de um período de aprendizao e adaptação, assim como foi com a televisão”. Ainda de acordo com o coordenador, quem deve julgar se a informação está correta ou não é o usuário. 

ALEMANHA

Assim como a revista Veja, a imprensa alemã questionou e veracidade do que é escrito no Wikipédia. Além da inserção de verbetes errados do jornal Süddeutsche Zeitung, a imprensa do país resolveu monitorar o site e corrigir o que estivesse errado. Para não sofrer mais ataques e proteger as informações do site, a Wiki alemã estuda limitar a edição a colaboradores pré-selecionados.

Outra polêmica em torno da Wikipédia é a edição feita por grandes corporações citadas como verbetes que trazem informações negativas. De acordo com reportagem da revista Super Interessante, em 2007 foi descoberto um esquema de sabotagem e autopromoção, com funcionários da Apple modificando o verbete da Microsoft. O site MySpace também foi acusado de remover informações negativas de seu verbete.

Apesar da desconfiança e de algumas pessoas optarem por usar o site apenas para uma busca rápida, não há dúvidas da preferência pelos internautas. O Wikipédia está entre os 20 sites mais visitados no mundo.

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Projeto de inclusão digital parado por falta de patrocínio

Publicado por Agência Iesb em 24/04/2010

Luciana Magarão e Valquíria Lima

Implantado em 2008, no Centro de Ensino Fundamento de Arapoanga, em Planaltina (DF), o Escola Móvel funcionou por apenas seis meses em dois períodos distintos – de julho a agosto de 2008 e de setembro a dezembro de 2009.

A denúncia feita por reportagem de alunos da disciplina Telejornalismo, no ano passado, permanece atual. Uma sala de aula intinerante, equipada com 13 computadores, TV em cores, aparelho de vídeo e quadro branco, sem funcionar por falta de recursos. E o destino do projeto  já está traçado: um depósito em Samambaia caso os recursos não cheguem a tempo.

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