Agência Experimental de Notícias do Iesb

Uso social das tecnologias digitais da comunicação

Arquivo da categoria ‘WebPolítica’

Na transparência ou na agonia

Publicado por Agência Iesb em 17/05/2011

O casamento de medidas simples com o uso da Internet tem dado à Câmara Federal mais transparência, ao viabilizar o acesso às informações para os cidadãos

 Paula Mattäus e Priscila Honorato 

O deputado Odair Cunha (PT-MG) acredita que a falta de transparência seja o estopim para possíveis escândalos. O parlamentar mineiro, de apenas 35 anos e em seu terceiro mandato atualmente, integrou em 2009 o grupo dos envolvidos no episódio do mau uso de passagens aéreas disponibilizadas pela Câmara.

Segundo o Odair Cunha, “doações” de bilhetes aéreos, feitas por ele dentro do exercício da atividade parlamentar, foram fruto da falta de regras claras para o uso do recurso. “ Isso fez com que alguns usassem as passagens conforme o seu entendimento, de boa fé, para o exercício da atividade parlamentar, e outros não usassem tão bem assim, possibilitando, inclusive, a comercialização dos créditos de passagens aéreas de origem da Câmara dos Deputados”, afirma Cunha.

Deputado Odair Cunha (PT-MG)

Diante da situação, Odair Cunha, que ocupava a terceira secretaria da Câmara, elegeu a palavra “transparência” como prioridade para combater a falta de informação. “O que nós fizemos foi não só dar transparência, mas regulamentar, dando lisura ao crédito de passagens aéreas. Com isso, nós resolvemos, de uma vez por todas, o uso da cota de passagens aéreas aqui, na Câmara dos Deputados”, relembra.

O meio utilizado para fomentar a transparência foi a rede mundial de computadores. A partir dela qualquer cidadão, em qualquer parte do planeta, pode ter acesso às informações a respeito do processo de demandas da Câmara Federal, diretrizes e obrigações de todos os seus integrantes, ou assistidos, por meio do site http://www.camara.gov.br

AUSÊNCIAS

Outra medida adotada pelo deputado Odair Cunha, também, ao fazer uso da Internet para defender suas ementas, foi a de tornar, de domínio público, as justificativas para as ausências dos parlamentares na Câmara dos Deputados. Estas informações não eram disponibilizadas antes de sua passagem pela Terceira Secretaria.

“O que nós da Terceira Secretaria quisemos com isso foi ampliar o processo de transparência, na Casa, e mostrar, também, que o parlamentar exerce o seu mandato não só estando aqui, em Brasília, desenvolvendo ou montando algum Projeto de Lei, mas também em alguma missão, em alguma ação fora da Casa, do Congresso Nacional, porque a representação se estende a outros lugares do país e mesmo fora dele”, analisa.

Enviado em WebPolítica | Etiquetado: , , , , , , | Deixar um comentário »

Políticos usam mal a internet, afirma especialista

Publicado por Agência Iesb em 18/11/2010

Para o cientista político e professor da Universidade Católica de Brasília Carlos Sobrinho, ainda é necessário tempo para uso “inteligente” da internet

Patrícia Brito

Pesquisa realizada em sites de parlamentares de todo o país concluiu que os políticos usam pouco, e mal, os meios eletrônicos. A pesquisa, de caráter informal, foi realizada durante a campanha eleitoral de 2010 pelo cientista político e professor da Universidade Católica de Brasília, Carlos Augusto Fonseca Sobrinho.

Segundo o pesquisador, os políticos deixam de articular notícias com vídeos, não permitem a criação de redes de mobilização em torno de temas de interesse público e não usam a internet para expressar propostas e opiniões em formatos que explorem as características da mídia online.

Para Carlos Sobrinho o fato de políticos estarem ocupando espaço em sites, blogs, microblogs já é bom sinal, mas ainda falta muito para que aprendam a usar a internet de forma inteligente. “Esses espaços devem servir para que ele conquiste o eleitor de maneira clara e objetiva, colocando seus posicionamentos políticos, anunciando como votou ou como pretende votar em determinada matéria, permitindo essa total transparência.”

Mas apesar das críticas, o especialista considera positiva a entrada dos políticos na arena virtual. “É uma tendência mundial, mas depende do uso que se faz.” Carlos Sobrinho afirma ainda que as ferramentas on-lines, como o Twitter, aproximam o eleitor de seus representantes, mas é preciso que as pessoas encarem o uso do serviço de forma crítica. “Os políticos estão interessados em falar, mas não em ouvir. É importante que a sociedade se faça ouvir, porque essa ferramenta predispõe a troca”, explica.

Segundo informações publicadas no site de compartilhamento de conteúdo Scribd, o Twitter e Blog são as redes mais utilizadas pelos políticos. Flickr e YouTube aparecem em segundo lugar. Orkut, a rede social mais acessada no Brasil, é utilizada por apenas três dos principais políticos do cenário nacional presentes na rede.

Enviado em Comunicação Digital, WebPolítica | Etiquetado: , , | Deixar um comentário »

Museu digital da corrupção completa um ano

Publicado por Agência Iesb em 06/05/2010

Diego Gomes e Gerson Alencar

Uma bem-humorada incursão pela história das falcatruas da política nacional. Essa é a proposta do Museu Museu Virtual da Corrupção (MuCo), que em abril completou seu primeiro ano de existência.

Concebido pelo jornal paulista Diário do Comércio, desenhado pelo arquiteto mineiro Rodrigo de Araújo Moreira, 78, e preenchido pelo trabalho de pesquisa da jornalista Kássia Caldeira, o museu é uma espécie de biblioteca virtual de escândalos de corrupção ocorridos na política brasileira e mundial.

A iniciativa pretende fazer com que o internauta reflita, a partir da mostra dos atos de corrupção ocorridos desde a década de 1970, num primeiro momento. A proposta, no entanto, é a de recuar no tempo até a época do Brasil colônia.

Reprodução do site.

Com uma disposição que segue o padrão convencional de museus, o MuCo possui um saguão principal, onde o internauta pode acessar o “hall de casos”, a “sala dos escândalos”, as “operações da Polícia Federal”, os “cartões postais da corrupção”, a “sala das CPIs” e a “galeria Edmar Cid Ferreira”, ex-controlador do Banco Santos que reunia diversas obras de arte em sua residência em São Paulo.

Também existem seções inusitadas que se destacam pela abordagem lúdica, como a Agência de Viagens, com o itinerário dos políticos brasileiros; dicionário da corrupção; Pizzaria, com casos em que acusados de corrupção saíram incólumes das investigações, Linha do Tempo, entre outros.

O passeio pelo museu digital inclui ainda visita a uma lojinha de souvenires, na qual é possível encontrar ‘lembranças’ dos episódios de corrupção, tais quais: camisetas, algemas, aparelhos de escuta e a famigerada “cueca para o transporte de dólares” – peça íntima banalizada pela opinião pública quando do escândalo do Mensalão.

CASOS ESCABROSOS

Em entrevista ao Portal da Imprensa, o diretor de redação do Diário do Comércio, Moisés Rabinovich, declarou que a iniciativa busca impedir que casos “escabrosos” não caiam no ostracismo.

“Esses assuntos são esquecidos e não existe memória sobre isso, algo que fosse tão vivo quanto os nossos escândalos. Por isso, nada melhor que reunir toda a história em um só lugar”. Ele salientou que os arquivos abrigados no MuCo podem servir de referência nas próximas eleições para consultas.

Segundo o coordenador do projeto, o jornalista João Guilherme Ferreira, a ferramenta não tem a intenção de denunciar pessoas ou instituições, favorecer ou atingir a integridade de pessoas, partidos políticos, órgãos públicos ou empresas privadas. “O propósito é manter a população vigilante e garantir que os escândalos passados não se apaguem da memória coletiva e tampouco sejam eclipsados pelos casos mais recentes”, completa.

Para comemorar o primeiro aniversário do museu da corrupção, nos próximos dias será inaugurada uma nova paginação do site, bem como formalizada a parceria com uma associação de combate à corrupção da França que relatará os casos daquele país.

Também está prevista a criação de uma sala de charges, uma linha do tempo ilustrada e uma área-destaque para o escândalo do momento. Os coordenadores estudam ainda a implementação de um Wiki, para que os leitores possam enviar informações e contribuições sobre o tema – por enquanto o internauta participa apenas comentando o conteúdo postado no site.

Instrumento democrático: O cientista político Bruno Azrael Barbosa acredita que esse tipo de ferramenta virtual constitui uma estratégia singular de democracia, sobretudo em períodos eleitorais: “Vivemos em uma sociedade que, infelizmente, não dispõe de educação política e que, por conta disso, vive à margem da real democracia participativa.

O MuCo irrompe, em partes, essa máxima, contribuindo para um voto mais consciente e eternizando fatos que jamais deveriam ser esquecidos“.

Enviado em Comunicação Digital, WebPolítica | Etiquetado: , | Deixar um comentário »

Programa do Senado abre matrículas para 8 cursos à distância

Publicado por Agência Iesb em 29/04/2010

Guilherme Guedes

De 1º de junho a 5 de julho deste ano o Programa Saberes/Interlegis do Senado Federal vai oferecer oito cursos à distância voltados a parlamentares e servidores do poder legislativo. O objetivo é capacitar o público-alvo para aprimorar o trabalho das Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais.

São oferecidas 150 vagas por turma, das quais 15 ficam reservadas para cidadãos que não fazem parte do poder legislativo, mas que tenham interesse nas áreas ensinadas. Os cursos são inteiramente grátis. As inscrições ficam abertas de 1º a 16 de maio, pelo site oficial do Interlegis, o www.interlegis,gov.br. Mais informações pelo e-mail saberes@interlegis.gov.br e pelos telefones 3303 2552 e 3303 2553

Pela internet os alunos tem acesso a material didático e participam de fóruns de discussão, com orientação de um tutor, especializado no tema. Na primeira etapa de 2010, estarão disponíveis cursos sobre Busca de Qualidade, Introdução à Lei de Responsabilidade Fiscal, Fundamentos de Educação à Distância, Licitação e Contratos, Noções Básicas de Administração, Tutoria no Ensino à Distância, Introdução ao Orçamento Público e Oratória. 

CAPACITAÇÃO DE POLÍTICOS

 A experiência do Interlegis já soma mais de oito mil alunos capacitados, entre eles deputados estaduais e vereadores. Para o diretor da Subsecretaria de Formação e Atendimento à Comunidade do Legislativo, James Carvalho, muitos candidatos recém-eleitos chegam sem preparo para o exercício do cargo. “Muitas vezes essas pessoas entram para a política sem estudos, e acabam chegando às casas legislativas com muitas idéias, mas sem saber como executá-las”. 

Carvalho, que já foi tutor do curso “Busca da Qualidade”, explica que no próximo semestre mais de vinte novos cursos serão oferecidos. “A previsão é de que, com os novos cursos, possamos receber mais  sete mil e quinhentos estudantes”.

Criado em 2001 pelo Senado, o Interlegis visa fortalecer  a ligação entre o poder legislativo federal e suas esferas estaduais e municipais. O objetivo é fazer com que a comunicação do Senado com as Assembléias Legislativas e Distrital, e com as Câmaras Municipais seja mais rápida e mais eficiente. Atualmente mais de 3.500 munícipios estão cadastrados no programa, que começou informatizando as casas legislativas.

Enviado em Click Gov, WebPolítica | Deixar um comentário »

Plenarinho aproxima crianças da política

Publicado por Agência Iesb em 19/04/2010

Fernando Naves e Erika Sayanne Braz

Há cinco anos, um espaço oferecido no Portal da Câmara dos Deputados atrai crianças de sete a doze anos pra conhecer o funcionamento do parlamento brasileiro, o dia-a-dia do Congresso Nacional e a forma de atuação dos deputados.

Reprodução do site

O site Plenarinho foi idealizado por servidores da Câmara em 2004, e se tornou realidade no ano seguinte. Ele se destaca por trabalhar conceitos de cidadania, direitos sociais e por contribuir para a formação política das crianças com uma linguagem simples e lúdica.

De acordo com a Coordenadora do projeto, Ana Cláudia Lustosa, a homepage está em sua segunda versão, apresentando mais interatividade e conteúdo. Além disso, ela afirma que a procura pelo site e a participação das crianças é positiva. “Temos em torno de 1,5 mil a 2 mil acessos por dia em todo o Brasil”.

Um dos destaques do Plenarinho é o projeto Câmara Mirim. Nele, as crianças aprendem a criar projetos de lei, enviados ao portal. A cada ano, sempre em outubro, são escolhidas as três melhores propostas e seus criadores podem defendê-las dentro do Plenário da Câmara, como se fossem deputados de verdade.

Ao todo, existem 133 escolas de todo o Brasil inscritas neste projeto. “O Câmara Mirim foi feito para trazer as crianças que participavam no virtual para o mundo real do Plenário”, explica Ana Cláudia. Segundo ela, alguns projetos criados pelas crianças chegam a ser adotados e apresentados pelos deputados federais.

A participação dos parlamentares, conforme Ana Cláudia, é satisfatória. “Nós promovemos aqui debates on-line entre os internautas mirins e os deputados. Eles apresentam suas expectativas sobre os Projetos de Lei e até sugerem mudanças”. Para ela, os deputados que mais participam são os que frequentemente defendem propostas de interesse das crianças e dos adolescentes.

ADESÃO

A diretora da Escola Atual, de Águas Claras, Eleuza Maria Ribeiro, conta que os professores utilizam o site com os alunos desde 2005. “Anualmente vamos à Câmara Mirim para que os alunos possam apresentar os projetos. Houve um ano que uma aluna aqui da escola teve sua proposta classificada entre as melhores”, ressalta Eleuza.

A diretora explica a importância do Plenarinho para a formação das crianças. “Ele contribui para o aprendizado de conceitos de cidadania, direitos da criança e do adolescente e para a formação da consciência política dos futuros cidadãos”.

O estudante brasiliense Gabriel Madeira, 11 anos, conheceu o Plenarinho recentemente e aprovou a idéia. “O site tem fácil navegação, temas interessantes e um jogo bem legal”. De acordo com a coordenadora do Plenarinho, Ana Cláudia Lustosa, a maior quantidade de acessos vem do Centro-Oeste e Sudeste.

Conheça mais sobre esta iniciativa no site: www.plenarinho.gov.br

Enviado em Click Gov, Comportamento 2.0, WebPolítica | Etiquetado: , | Deixar um comentário »

‘O eleitor não perderá seu tempo lendo farpas’

Publicado por Agência Iesb em 17/04/2010

Leane Ribeiro, Letícia Peixoto e Priscilla Ricarte 

O jornalista e advogado Rafael Braga, com especialização em marketing político, é taxativo quanto ao uso das redes sociais nas eleições. Para ele, o candidato que usar a internet para disseminar farpas contra concorrentes, afastará o eleitor. Por outro lado, se discutir sua plataforma eleitoral, o candidato pode ganhar a simpatia dos eleitores e obter o efeito multiplicador de idéias característico das redes sociais virtuais. 

Rafael Braga, especialista em marketing político

 Qual será o papel das mídias sociais, em especial o Twitter, na promoção de candidatos às eleições? 

Como nas últimas eleições americanas, a campanha eleitoral de 2010 no Brasil será potencializada com a utilização da internet. Há uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que permite a utilização da rede para apresentação de propostas dos candidatos. Em especial, mídias sociais como Twitter e Facebook serão úteis para distribuir, de forma viral, informações sobre a agenda, propostas e respostas às dúvidas dos eleitores. Essas mídias têm poder de rápida difusão e multiplicação das informações. 

A participação dos políticos no Twitter  será sempre positiva na visão do eleitor?  

Somente o eleitor é quem pode responder a essa pergunta. E mais: O fará à medida que verificar o conteúdo das mensagens que estão chegando em seus sistemas. Ou seja, a forma como o candidato vai utilizar estes recursos inovadores certamente poderá pesar na hora de um eleitor decidir, por exemplo, seguir ou não, um político no Twitter, por exemplo. Se o microblog for utilizado para que um candidato promova ataques contra outro, sob o pretexto de eventualmente revidando provocações, eu, como eleitor, desistiria de segui-lo. Não perderei o meu tempo lendo “farpas” que não acrescentam nada à tentativa de convencimento que se pretende fazer, no período de campanha, baseada nas propostas de governo. 

O que a ferramenta pode trazer de benefícios?  

Desde a disseminação rápida de idéias, propostas e informação sobre agendas, até interação direta com o eleitor, que poderá servir de multiplicador dessas idéias na rede. 

Você acha que os comentários feitos por seguidores de adversários podem prejudicar o candidato? 

Sim. Infelizmente, em muitos casos, os eleitores podem ser levados a acreditar em falsas informações. Isso minimiza as possibilidades de ele ouvir as propostas do outro candidato e mais, em alguns casos leva à multiplicação e à retransmissão de ofensas disfarçadas. Por isso, é preciso trabalhar com “posts” que consubstancie fatores positivos da campanha. Se um candidato perder tempo falando mal de outro, apenas aumentará a circulação de lixo político na rede. Com certeza, quem prejudica também poderá ser prejudicado, aquilo que entrar na internet rapidamente será difundido. Não são todos os partidos e políticos que estão convencidos disso, no entanto. Basta olhar, como exemplo, os twitters oficiais dos dois pré-candidatos à presidência da República. Em alguns dias, estes microblogs  apresentam mais farpas do que propostas. O que não significa que o nome de quem postou não esteja circulando cada vez mais na rede, tornando-se associável à imagem de “candidato”, que precisa estar incutida na cabeça das pessoas neste momento. 

A liberdade de expressão dentro das mídias pode ajudar ou atrapalhar um candidato? 

Diante do que comentamos, a liberdade de expressão pode, portanto, ajudar e prejudicar. Vai depender da quantidade de mensagens positivas sobre sua atuação e da conseqüente multiplicação destas mensagens. E também, claro, da quantidade de ataques que cada um vai sofrer. 

Converse com Rafael Braga pelo Twitter: www.twitter.com/rafaeljbraga

Enviado em Comportamento 2.0, WebPolítica | Etiquetado: | Deixar um comentário »

Twitter: palanque virtual dos políticos

Publicado por Agência Iesb em 17/04/2010

Em ano de eleições, políticos apostam nas mídias sociais para se promover

Leane Ribeiro, Letícia Peixoto e Priscilla Ricarte

Há apenas três anos, um passarinho azul tomou conta da mente dos internautas de todo o mundo. Criado por um grupo de quatorze integrantes de uma empresa em crise, o Twitter cresceu e virou febre mundial.Com tamanha repercussão, o site também passou a fazer parte da política. Ganhou mais espaço quando o Presidente Barack Obama o usou para fazer sua vitoriosa campanha à presidência dos Estados Unidos.

Aqui no Brasil, a ferramenta parece que está sendo utilizada para o mesmo fim. Vários políticos já entraram na onda e a tendência é que este seja um instrumento forte na disputa eleitoral deste ano.“Quando entrei no Twitter sabia que daria a cara à tapa. E já convenci muito político a vir pra cá também”. Quem disse isso foi o governador de São Paulo, José Serra (PSDB) no dia 19 de março, no seu microblogging.

Reprodução

Até março passado, Serra era campeão da lista de políticos tuiteiros com mais de 180 mil seguidores. Já os senadores Delcídio Amaral (PT) e Alvaro Dias (PSDB) disputavam a dianteira quando o assunto era o número de mensagens. Aloízio Mercadante (PT), Agripino Maia (DEM), Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM), Fernando Gabeira (PV) e Manoela D’Ávila (PCdoB) também navegam no site.

A deputada Manoela D’Ávila acessa a ferramenta diariamente e acha que seu uso pode ser positivo para o eleitor, pois o aproxima ainda mais do candidato. Segundo a parlamentar, o uso do site é feito para responder os eleitores e não para promoção de sua imagem. “O Twitter é uma ferramenta que aproxima os eleitores do parlamento, pois estimula uma transparência que precisamos na política nacional”, ressaltou.

Segundo o especialista em comunicação pública e marketing político, Rafael Braga, o aumento da participação política dentro de redes sociais poderá ajudar o eleitor. “As mídias sociais como Twitter e Facebook serão úteis para distribuir, de forma viral, informações sobre a agenda, propostas e respostas às dúvidas dos eleitores. Essas mídias têm poder de rápida difusão multiplicação das informações”, disse.

Dados do site “Twitter Brasil”, revelam que existem hoje 8,79% de brasileiros cadastrados no Twitter, o que corresponde a cerca de 11 milhões de usuários. De acordo com Tribunal Superior Eleitoral, o Brasil tem mais de 127 milhões de eleitores. Dados do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística revelam também que cerca de 32 milhões de pessoas utilizam a internet. Isso significa que 25% do total de eleitores brasileiros podem buscar informações sobre as eleições na rede mundial de computadores.

Para o cientista político da Câmara dos Deputados, Ricardo Braga, as mídias sociais terão um grande impacto nas eleições, mas apenas para quem tem acesso à Internet. “O grupo que acompanha o Twitter em geral é mais jovem e com um nível educacional que permite o controle da ferramenta. Talvez esse grupo possa ser formador de opinião”, destacou.

Ao avaliar se a participação dos políticos seria positiva para o eleitor, Rafael pondera que somente o seguidor pode responder de fato essa questão. “A forma como o candidato vai utilizar estes recursos inovadores certamente poderá pesar na hora de um cidadão decidir, por exemplo, segui-lo no Twitter”. Para ele, o usuário é quem vai escolher se irá utilizar seu tempo lendo “farpas” que não acrescentam nada à tentativa de convencimento do político.

Enviado em Comportamento 2.0, WebPolítica | Etiquetado: , | Deixar um comentário »

Sob o céu da Pátria

Publicado por Agência Iesb em 16/11/2009

Sônia Baiocchi e Nathalia Araújo

A maior renda per capta do país não consegue – e nem deve – esconder suas mazelas. Próxima a completar 50 anos, Brasília ganha cada vez mais a cara do Brasil: desigual e injusta. Os excluídos do poder circulam pela esplanada dos ministérios e desafiam a sociedade e os políticos. (Com áudio)

Enviado em Digicultura, Multimídia, WebPolítica | Etiquetado: , | Deixar um comentário »

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.