Para o cientista político e professor da Universidade Católica de Brasília Carlos Sobrinho, ainda é necessário tempo para uso “inteligente” da internet
Patrícia Brito
Pesquisa realizada em sites de parlamentares de todo o país concluiu que os políticos usam pouco, e mal, os meios eletrônicos. A pesquisa, de caráter informal, foi realizada durante a campanha eleitoral de 2010 pelo cientista político e professor da Universidade Católica de Brasília, Carlos Augusto Fonseca Sobrinho.
Segundo o pesquisador, os políticos deixam de articular notícias com vídeos, não permitem a criação de redes de mobilização em torno de temas de interesse público e não usam a internet para expressar propostas e opiniões em formatos que explorem as características da mídia online.
Para Carlos Sobrinho o fato de políticos estarem ocupando espaço em sites, blogs, microblogs já é bom sinal, mas ainda falta muito para que aprendam a usar a internet de forma inteligente. “Esses espaços devem servir para que ele conquiste o eleitor de maneira clara e objetiva, colocando seus posicionamentos políticos, anunciando como votou ou como pretende votar em determinada matéria, permitindo essa total transparência.”
Mas apesar das críticas, o especialista considera positiva a entrada dos políticos na arena virtual. “É uma tendência mundial, mas depende do uso que se faz.” Carlos Sobrinho afirma ainda que as ferramentas on-lines, como o Twitter, aproximam o eleitor de seus representantes, mas é preciso que as pessoas encarem o uso do serviço de forma crítica. “Os políticos estão interessados em falar, mas não em ouvir. É importante que a sociedade se faça ouvir, porque essa ferramenta predispõe a troca”, explica.
Segundo informações publicadas no site de compartilhamento de conteúdo Scribd, o Twitter e Blog são as redes mais utilizadas pelos políticos. Flickr e YouTube aparecem em segundo lugar. Orkut, a rede social mais acessada no Brasil, é utilizada por apenas três dos principais políticos do cenário nacional presentes na rede.

