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Políticos usam mal a internet, afirma especialista

Publicado por Agência Iesb em 18/11/2010

Para o cientista político e professor da Universidade Católica de Brasília Carlos Sobrinho, ainda é necessário tempo para uso “inteligente” da internet

Patrícia Brito

Pesquisa realizada em sites de parlamentares de todo o país concluiu que os políticos usam pouco, e mal, os meios eletrônicos. A pesquisa, de caráter informal, foi realizada durante a campanha eleitoral de 2010 pelo cientista político e professor da Universidade Católica de Brasília, Carlos Augusto Fonseca Sobrinho.

Segundo o pesquisador, os políticos deixam de articular notícias com vídeos, não permitem a criação de redes de mobilização em torno de temas de interesse público e não usam a internet para expressar propostas e opiniões em formatos que explorem as características da mídia online.

Para Carlos Sobrinho o fato de políticos estarem ocupando espaço em sites, blogs, microblogs já é bom sinal, mas ainda falta muito para que aprendam a usar a internet de forma inteligente. “Esses espaços devem servir para que ele conquiste o eleitor de maneira clara e objetiva, colocando seus posicionamentos políticos, anunciando como votou ou como pretende votar em determinada matéria, permitindo essa total transparência.”

Mas apesar das críticas, o especialista considera positiva a entrada dos políticos na arena virtual. “É uma tendência mundial, mas depende do uso que se faz.” Carlos Sobrinho afirma ainda que as ferramentas on-lines, como o Twitter, aproximam o eleitor de seus representantes, mas é preciso que as pessoas encarem o uso do serviço de forma crítica. “Os políticos estão interessados em falar, mas não em ouvir. É importante que a sociedade se faça ouvir, porque essa ferramenta predispõe a troca”, explica.

Segundo informações publicadas no site de compartilhamento de conteúdo Scribd, o Twitter e Blog são as redes mais utilizadas pelos políticos. Flickr e YouTube aparecem em segundo lugar. Orkut, a rede social mais acessada no Brasil, é utilizada por apenas três dos principais políticos do cenário nacional presentes na rede.

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‘O eleitor não perderá seu tempo lendo farpas’

Publicado por Agência Iesb em 17/04/2010

Leane Ribeiro, Letícia Peixoto e Priscilla Ricarte 

O jornalista e advogado Rafael Braga, com especialização em marketing político, é taxativo quanto ao uso das redes sociais nas eleições. Para ele, o candidato que usar a internet para disseminar farpas contra concorrentes, afastará o eleitor. Por outro lado, se discutir sua plataforma eleitoral, o candidato pode ganhar a simpatia dos eleitores e obter o efeito multiplicador de idéias característico das redes sociais virtuais. 

Rafael Braga, especialista em marketing político

 Qual será o papel das mídias sociais, em especial o Twitter, na promoção de candidatos às eleições? 

Como nas últimas eleições americanas, a campanha eleitoral de 2010 no Brasil será potencializada com a utilização da internet. Há uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que permite a utilização da rede para apresentação de propostas dos candidatos. Em especial, mídias sociais como Twitter e Facebook serão úteis para distribuir, de forma viral, informações sobre a agenda, propostas e respostas às dúvidas dos eleitores. Essas mídias têm poder de rápida difusão e multiplicação das informações. 

A participação dos políticos no Twitter  será sempre positiva na visão do eleitor?  

Somente o eleitor é quem pode responder a essa pergunta. E mais: O fará à medida que verificar o conteúdo das mensagens que estão chegando em seus sistemas. Ou seja, a forma como o candidato vai utilizar estes recursos inovadores certamente poderá pesar na hora de um eleitor decidir, por exemplo, seguir ou não, um político no Twitter, por exemplo. Se o microblog for utilizado para que um candidato promova ataques contra outro, sob o pretexto de eventualmente revidando provocações, eu, como eleitor, desistiria de segui-lo. Não perderei o meu tempo lendo “farpas” que não acrescentam nada à tentativa de convencimento que se pretende fazer, no período de campanha, baseada nas propostas de governo. 

O que a ferramenta pode trazer de benefícios?  

Desde a disseminação rápida de idéias, propostas e informação sobre agendas, até interação direta com o eleitor, que poderá servir de multiplicador dessas idéias na rede. 

Você acha que os comentários feitos por seguidores de adversários podem prejudicar o candidato? 

Sim. Infelizmente, em muitos casos, os eleitores podem ser levados a acreditar em falsas informações. Isso minimiza as possibilidades de ele ouvir as propostas do outro candidato e mais, em alguns casos leva à multiplicação e à retransmissão de ofensas disfarçadas. Por isso, é preciso trabalhar com “posts” que consubstancie fatores positivos da campanha. Se um candidato perder tempo falando mal de outro, apenas aumentará a circulação de lixo político na rede. Com certeza, quem prejudica também poderá ser prejudicado, aquilo que entrar na internet rapidamente será difundido. Não são todos os partidos e políticos que estão convencidos disso, no entanto. Basta olhar, como exemplo, os twitters oficiais dos dois pré-candidatos à presidência da República. Em alguns dias, estes microblogs  apresentam mais farpas do que propostas. O que não significa que o nome de quem postou não esteja circulando cada vez mais na rede, tornando-se associável à imagem de “candidato”, que precisa estar incutida na cabeça das pessoas neste momento. 

A liberdade de expressão dentro das mídias pode ajudar ou atrapalhar um candidato? 

Diante do que comentamos, a liberdade de expressão pode, portanto, ajudar e prejudicar. Vai depender da quantidade de mensagens positivas sobre sua atuação e da conseqüente multiplicação destas mensagens. E também, claro, da quantidade de ataques que cada um vai sofrer. 

Converse com Rafael Braga pelo Twitter: www.twitter.com/rafaeljbraga

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Twitter: palanque virtual dos políticos

Publicado por Agência Iesb em 17/04/2010

Em ano de eleições, políticos apostam nas mídias sociais para se promover

Leane Ribeiro, Letícia Peixoto e Priscilla Ricarte

Há apenas três anos, um passarinho azul tomou conta da mente dos internautas de todo o mundo. Criado por um grupo de quatorze integrantes de uma empresa em crise, o Twitter cresceu e virou febre mundial.Com tamanha repercussão, o site também passou a fazer parte da política. Ganhou mais espaço quando o Presidente Barack Obama o usou para fazer sua vitoriosa campanha à presidência dos Estados Unidos.

Aqui no Brasil, a ferramenta parece que está sendo utilizada para o mesmo fim. Vários políticos já entraram na onda e a tendência é que este seja um instrumento forte na disputa eleitoral deste ano.“Quando entrei no Twitter sabia que daria a cara à tapa. E já convenci muito político a vir pra cá também”. Quem disse isso foi o governador de São Paulo, José Serra (PSDB) no dia 19 de março, no seu microblogging.

Reprodução

Até março passado, Serra era campeão da lista de políticos tuiteiros com mais de 180 mil seguidores. Já os senadores Delcídio Amaral (PT) e Alvaro Dias (PSDB) disputavam a dianteira quando o assunto era o número de mensagens. Aloízio Mercadante (PT), Agripino Maia (DEM), Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM), Fernando Gabeira (PV) e Manoela D’Ávila (PCdoB) também navegam no site.

A deputada Manoela D’Ávila acessa a ferramenta diariamente e acha que seu uso pode ser positivo para o eleitor, pois o aproxima ainda mais do candidato. Segundo a parlamentar, o uso do site é feito para responder os eleitores e não para promoção de sua imagem. “O Twitter é uma ferramenta que aproxima os eleitores do parlamento, pois estimula uma transparência que precisamos na política nacional”, ressaltou.

Segundo o especialista em comunicação pública e marketing político, Rafael Braga, o aumento da participação política dentro de redes sociais poderá ajudar o eleitor. “As mídias sociais como Twitter e Facebook serão úteis para distribuir, de forma viral, informações sobre a agenda, propostas e respostas às dúvidas dos eleitores. Essas mídias têm poder de rápida difusão multiplicação das informações”, disse.

Dados do site “Twitter Brasil”, revelam que existem hoje 8,79% de brasileiros cadastrados no Twitter, o que corresponde a cerca de 11 milhões de usuários. De acordo com Tribunal Superior Eleitoral, o Brasil tem mais de 127 milhões de eleitores. Dados do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística revelam também que cerca de 32 milhões de pessoas utilizam a internet. Isso significa que 25% do total de eleitores brasileiros podem buscar informações sobre as eleições na rede mundial de computadores.

Para o cientista político da Câmara dos Deputados, Ricardo Braga, as mídias sociais terão um grande impacto nas eleições, mas apenas para quem tem acesso à Internet. “O grupo que acompanha o Twitter em geral é mais jovem e com um nível educacional que permite o controle da ferramenta. Talvez esse grupo possa ser formador de opinião”, destacou.

Ao avaliar se a participação dos políticos seria positiva para o eleitor, Rafael pondera que somente o seguidor pode responder de fato essa questão. “A forma como o candidato vai utilizar estes recursos inovadores certamente poderá pesar na hora de um cidadão decidir, por exemplo, segui-lo no Twitter”. Para ele, o usuário é quem vai escolher se irá utilizar seu tempo lendo “farpas” que não acrescentam nada à tentativa de convencimento do político.

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