André Moraes e Leonardo Ferreira
Aquele computador usado ocupando espaço no guarda roupa pode ser utilizado em projetos de inclusão digital . Há 15 anos o Comitê para Democratização da Informática do Distrito Federal e Entorno CDI desenvolve projetos de inclusão digital através de doações, oferecendo capacitação para o mercado de trabalho.
De acordo com o Assistente Pedagógico do CDI, Luiz Humberto, o trabalho da capacitação e da inclusão digital é fruto de doações de equipamentos. “Coletamos máquinas que estão velhas e utilizamos como ferramenta para mostrar a tecnologia para pessoas nunca tiveram contato com a informática”, explica o assistente.
A Coordenadora Geral do CDI de Brasília, Andrea Portugal garante que até os modelos mais ultrapassados são capazes de formar alunos através de aulas e cursos. “Os cursos são destinados para a familiarização das novas tecnologias pelas crianças e adolescentes de baixa renda. Esse é o primeiro passo para essas pessoas exercerem suas capacidades e criarem novas oportunidades”, afirma. De acordo com a Coordenadora, com a popularização dos monitores de LCD, houve em massa um descarte dos monitores antigos. Para o CDI, o momento foi oportuno para receber mais doações.
O CDI ressalta ainda a possibilidade de qualquer pessoa se tornar educador ou voluntário. Quem se interessa pela proposta é avaliado em critérios como facilidade no ensino, paciência e participação em grupo. “O trabalho é feito em conjunto por toda uma equipe. O trabalho voluntariado é de suma importância para que os jovens adquiram conhecimentos tecnológicos e estejam mais preparados para o mercado que os espera”, ressalta o Assistente Pedagógico, Luiz Humberto.
Atualmente o Comitê, uma organização não governamental, que tem como lema “Transformando VIDAS através da tecnologia”, está presente em 20 regiões do Brasil e em 13 países afora. Os interessados em participar do movimento ou fazer doações podem acessar o site www.cdi-df.org.br ou pelo telefone (61) 3322-7233.