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Cinco anos de twitter e os impactos no jornalismo

Publicado por Agência Iesb em 06/06/2011

Busca de fontes, divulgação de manchetes e feedback dos seguidores são alguns dos recursos explorados por meio do microblog

Ester Guedes e Cibele Kamchen 

Fundado há cinco anos por Biz Stone, Evan Williams e Dorsey, o microblog twitter comemora neste primeiro semestre do ano a marca de 200 milhões de usuários e uma média de 7 mil mensagens por segundo. O intuito dos criadores no início era proporcionar relacionamento interpessoal por meio de mensagens de texto semelhantes às enviadas via celular. O que explica o limite de 140 caracteres para cada postagem.

 No entanto, esse espaço é, hoje, utilizado para diversos fins: maketing de celebridades, anúncio de notícias, desabafos pessoais, entre outros. A internet em geral trouxe inúmeros benefícios para grande parte das profissões. A possibilidade de acessar usuários com diferentes perfis ao mesmo tempo e bancos de dados dos mais variados são exemplos de ganhos pós-internet.

Como era de se esperar, jornalistas também utilizam essa ferramenta. Não se pode pensar em publicar uma notícia completa em um espaço de 140 caracteres, no máximo anunciar a notícia. No entanto, o twitter trouxe benefícios para o jornalismo.  
 
Para o jornalista Leandro Fortes, da revista Carta Capital, “a questão fundamental é que a internet é um instrumento, não o ambiente de apuração. O repórter tem que continuar indo para a rua, tem que ouvir gente, sentir cheiros e ver coisas. E é preciso lembrar que, da mesma maneira que a internet nos coloca milhões de novas informações, também esconde muitas armadilhas perigosas. Por isso, é preciso checar rigorosamente o que se lê na rede”.

A internet veio para facilitar e proporcionar agilidade à comunicação e cumpre muito bem seu papel. Contudo, o jornalista não pode perder a vontade de sair em busca da notícia, do contato pessoal. “Quando se consegue fontes, é preciso sair da redação, conhecê-las, checar a credibilidade. A internet não é um lugar para conhecer fontes, mas apenas para, talvez, e em alguns casos, localizá-las. Repórter que fica na redação fazendo entrevista por e-mail ou “apurando” pelo Google, não vai a lugar nenhum,” sentenciou Leandro.

Segundo a produtora de TV, Débora Bravo, atualmente, é quase impossível trabalhar sem internet, pois ela é uma fonte de pautas, assuntos, conhecimento. Mas concorda que é preciso apurar com muito cuidado as informações colhidas.

Para auxiliar o encontro entre fontes e jornalistas, o Relações Públicas, Gustavo Carneiro, criou o perfil @ajudeumreporter. Quando regressou ao Brasil, após uma temporada na Europa, precisava retornar ao mercado da comunicação.  Então, decidiu experimentar a iniciativa americana conhecida como crowdsourcing: uma junção das necessidades e das ofertas que depende de voluntários dispostos a ajudar na disseminação de conhecimento. Gustavo resolveu dedicar-se ao relacionamento com a imprensa.

O intuito inicial era acumular experiência em mídias digitais. O twitter foi escolhido por ser um meio rápido e barato. Em 5 minutos a conta foi criada e a idéia posta em prática.

Débora é uma das usuárias do perfil, além de ser usuária ativa da internet como meio de encontrar fontes. Ela procurou ajuda no perfil @ajudeumreporter recentemente, pois alega que algumas fontes são difíceis de serem descobertas e a rede facilita o encontro.

Gustavo comenta que já esperava o sucesso que a página faz graças a experiências fora do país. O site é utilizado por jornalistas recém formados e por outros já experientes na área. E, segundo Gustavo, ainda não houve nenhuma reclamação por não ter sido encontrada uma fonte. O intuito, no momento é melhorar ainda mais o serviço. “Não existem meios de garantir que alguém terá sucesso, o que podemos fazer de melhor é trabalhar para que essa comunidade seja crescente e tenha conteúdo de qualidade”, explica.

O cenário para a fonte, porém, é outro. Gustavo já recebeu queixas de fontes que não obtiveram feedback dos jornalistas após a publicação da matéria ou não tiveram resposta quando se dispuseram a falar. Para Gustavo, não é possível interferir nesse ponto, pois depende da disposição do próprio jornalista. Ele tentará amenizar esse problema com a plataforma que será lançada.

Em posições distintas, porém complementares, o que os três concordam é que a internet trouxe tanto benefícios quanto prejuízos à comunicação. Para o especialista em tecnologia e comunicação, Marcello Barra, a internet e as redes sociais intensificaram a condição natural da comunidade. “A sociedade já era complexa, mas a internet inaugurou uma nova complexidade.”

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Site faz ponte entre jornalista e fonte

Publicado por Agência Iesb em 22/04/2011

O Me Entrevista possui também perfil no Twitter para facilitar o processo de busca de fontes

Danilo Cavalcanti

 ”Todo mundo é especialista em alguma coisa”. Esse é o lema do Me Entrevista, site que faz ligação direta entre fontes e jornalistas. O novo mecanismo para os comunicadores promete facilitar a vida dos profissionais. Mas não apenas jornalistas podem ser beneficiados, fontes também. Quem quiser contribuir e ocupar espaço em uma matéria jornalística basta se cadastrar no site ou seguir o Twitter do Me Entrevista.

Criado em janeiro deste ano, o site é uma iniciativa do jornalista Tarcisio Souto. “Ele foi idealizado pensando em como criar uma forma diferente de relacionamento com a imprensa, beneficiando repórteres e fontes”, afirma Souto.

Em menos de três meses, o Me Entrevista já conta com mais de dois mil seguidores no twitter e a cada dia o número cresce. Segundo o idealizador, o site recebeu mais de duas mil visitas apenas no primeiro mês de criação. No segundo, o número triplicou e chegou a mais de seis mil sem nenhuma publicidade ou propaganda, apenas com o boca-a-boca, conforme afirma Souto.

“Os jornalistas comentam e indicam o site aos colegas e nossa meta é que muitos possam se beneficiar do serviço”, completa, que ressalta. “A busca de fontes para as reportagens pode ser um fator complicador. A nova ferramenta traz, além da facilidade, agilidade para quem busca um entrevistado”.

IMPRENSA

A assessora de imprensa brasiliense Ana Pascoaletto criou seu primeiro tópico no Me Entrevista em março, em busca de fontes, e diz que apareceu uma personagem sob medida para sua reportagem em menos de quatro dias.

De acordo com a assessora, ela descobriu o novo serviço ao receber emails de amigos. Para ela as redes sociais são vitais, pois dão maior visibilidade e retorno imediato para quem procura um contato específico, mas lembra que o Twitter ou outra rede social por si só, pode não ser suficiente. “Buscar fontes por conta própria em Twitter, Orkut e Facebook, é bem complicado. Você pode até encontrar a fonte, o difícil é ela te responder”, afirma.

O apresentador do Jornal do Senado, Antônio Machado, diz que nunca utilizou o Me Entrevista mas avalia que o serviço pode ser útil para os jornalistas, desde que eles não deixem de lado suas obrigações de lado.

“O jornalista precisa checar se a fonte é confiável, se ela tem credibilidade e se as informações que ela transmite são verdadeiras”, afirma o apresentador.

Para quem se interessou e quiser se cadastrar no Me Entrevista, basta acessar o site www.meentrevista.com.br ou acessar a conta do Twitter (@me_entrevista) www.twitter.com/me_entrevista.

Confira ainda a primeira impressão sobre o “Me Entrevista” de quem ainda não utiliza o serviço:

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A Internet muda a forma de fazer telejornalismo

Publicado por Agência Iesb em 06/04/2011

Com a chegada das novas mídias o telejornalismo busca a interatividade com o telespectador

Osvaldo Teles

A presença no mundo digital é mais que uma opção, é uma exigência para o telejornalismo. Três profissionais dão seu depoimento para a Agência Iesb: o apresentador do Bom Dia DF, Frederico Ferreira; o editor do Bom Dia DF, Marlon Herath, e o engenheiro eletrônico Danilo Matos, especializado em infra-estrutura de televisão.

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Internet: a expositora virtual de talentos

Publicado por Agência Iesb em 05/04/2011

A popularização das redes sociais conquistou pessoas que desejam encontrar ou fazer novas amizades. Somente isso?

Paula Mattäus

O objetivo almejado por quem recorre às redes sociais na hora de conseguir uma colocação é o de dar um salto na carreira.
Último semestre na faculdade, planos para o futuro, eis que surge na mente de estudantes a seguinte questão: “Será que conseguirei um emprego na área em que me formei principalmente em um mercado de trabalho que está, a cada dia, muito mais competitivo?” Há a possibilidade de que a resposta seja afirmativa tanto para graduandos como para profissionais efetivados e em busca de melhor colocação.

A procura por talentos entre os concorrentes e a inclusão de perfil em sites para contato profissional, como o LinkedIn, tem contribuído significativamente para que o número de postos oferecidos diretamente, ou não, por meio da rede mundial de computadores sejam ampliados.

“Tenho um perfil no LinkedIn e destaquei as minhas especializações, trajetória profissional, fluência em inglês e espanhol, experiências no exterior (Canadá e Espanha) e até atividades extracurriculares, como aulas de circo”, afirma Natália Campos.

Em fevereiro de 2010, a gerente de segurança de e-mail, Natália Campos, foi convocada para participar da seleção para o cargo de gerente de marketing de uma multinacional. Quem a convidava era um desconhecido, que tinha visto o perfil da moça em uma rede social, e estava à busca de um profissional para assumir a área de marketing.

O recrutador conferiu mais 300 conexões da gerente na rede social e as recomendações de quem havia trabalhado com ela. Aprovada, a paulista de 29 anos mudou de emprego satisfeita. O motivo? Não somente porque a nova escolha rendeu à gerente o aumento de 25% nos vencimentos dela. “O trabalho que faço agora é mais alinhado aos meus objetivos”, disse.

Assim como Natália, outros profissionais fazem uso das redes sociais para formar ou dar amplitude às respectivas malhas de contato (networking). Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE Inteligência) revela que 88% das mulheres brasileiras conectadas à internet acessam algum site de relacionamento profissional. A maioria delas; 83%, faz isso interessada em relacionar – se com as amizades, conseguir novas e outros (não definido), porém, 28% das internautas procuram por ganhos na carreira.

O LinkedIn, originado nos Estados Unidos, tem, aproximadamente, 75 milhões de usuários em todo o mundo. Nos últimos cinco anos, as empresas se deram por conta de que a rede social, e as demais do gênero, equivalem a um enorme banco de currículos periodicamente em atualização. “Então, os recrutadores passaram a publicar anúncios de vagas e a buscar profissionais e referências sobre eles nesses ambientes”, é o que considera Elaine Saad, vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos.

Fontes: Lara Silberger (informações complementares), site LikedIn, IBOPE Inteligência, Fundação Getúlio Vargas e Associação Brasileira de Recursos Humanos.

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Online ou tempo real? Ligia Girão fala sobre o jornalismo na WEB

Publicado por Agência Iesb em 16/10/2009

Amilton Leandro, Diana Vasconcelos e Hermes Pena

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