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Mensagens indevidas em redes sociais podem causar demissão por justa causa

Publicado por Agência Iesb em 16/05/2011

Funcionários devem se manter atentos ao que postar na internet

Raoni Dolabella e Camila Benac

Falar mal do chefe na internet pode causar muitos problemas até mesmo demissão. Segundo a advogada trabalhista Andreia Ceregatto, o funcionário que fala mal do empregador ou da empresa onde trabalha no Orkut, Facebook, Twitter, entre outras ferramentas de interação, pode ser demitido por justa causa.

Se a mensagem for sobre a vida particular do empregador as consequências podem ser ainda piores. “Criticar ou ofender a vida particular do superior hierárquico é uma falta grave que pode gerar asuspensão do empregado ou demissão direta sem direito ao pagamento do salário”, afirma Andréia.

Para quem quer uma boa imagem na internet, é extremamente importante manter perfis nas redes que não comprometam a sua imagem profissional. Hoje as empresas estão conectadas a internet para saber o que estão falando de sua marca.

Segundo a Jornalista e coordenadora de Redes Sociais da FSB PR Digital, Janine Louven, é “ingenuidade” imaginar que críticas e questionamentos publicados na rede não chegam ao seu empregador. “Se o internauta se posiciona de forma inadequada, pode estar perdendo uma oportunidade de emprego”, explica Janine.

Para que um funcionário não tenha problemas com o seu contratante, deve ficar atento às políticas de atuação da sua empresa nas redes sociais. O que não aconteceu com o diretor comercial da empresa de hospedagem, Locaweb, que fez comentários ofensivos aos torcedores do São Paulo Futebol Clube durante uma partida com o Corinthians. O clube do Morumbi havia sido patrocinado pela Locaweb e o funcionário foi demitido.

No caso do funcionário da Locaweb o comentário foi feito no perfil pessoal porém para Adriana Ceregatto a punição não muda. “Não existe diferença alguma se o funcionário utilizar seu perfil pessoal para falar mal do empregador ou da empresa onde trabalha. Basta que o empregador apure e reúna todas as provas para comprovação da falta grave” explica a advogada trabalhista.

Demissão foi a conseqüência de um recente episódio de uso indevido de perfil no Twitter. A funcionária terceirizada do Supremo Tribunal Federal, aproveitou o anúncio da aposentadoria do jogador Ronaldo, para usar o perfil do STF e perguntar se o presidente do Senado não iria seguir os passos do “Fenômeno”, que pendurou as chuteiras. Apesar da reação bem-humorada do presidente José Sarney, a funcionária não está mais no STF.

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STF responde ao vivo perguntas dos internautas no Youtube

Publicado por Agência Iesb em 17/04/2010

Rachel esta é uma homenagem a você,  que passou tão rápido por aqui, deixando saudades pra todos nós, professores, amigos e colegas

Augusto Naves e Rachel Assunção

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça, ministro Gilmar Mendes, respondeu no dia 16 deste mês às perguntas feitas por internautas através do canal do órgão no Youtube. Mais de 950 usuários participaram da iniciativa e internautas dos Estados Unidos, Peru e Uruguai também enviaram perguntas.

É a primeira vez que essa iniciativa ocorre no Brasil. No mundo, o primeiro a participar do programa, por meio da ferramenta Google Moderator, foi o presidente norte-americano Barack Obama respondendo as perguntas dos americanos em fevereiro.

As questões seguiram alguns temas, divididos em 11 trópicos e o internauta pode formular sua pergunta a partir de um deles. Era possível votar nas perguntas mais interessantes de outros usuários. As questões poderiam ser enviadas em forma de vídeos ou texto e as mais votadas foram selecionadas pela ferramenta Google Moderator e respondidas pelo ministro.

A assessoria de comunicação do STF disse que não houve censura por parte do Supremo e nem do Google em relação às perguntas e votos dos internautas. Houve apenas exclusão de textos chulos, pornográficos e ofensivos.

A concessão de Habeas Corpus, em menos de 24 horas, ao banqueiro Daniel Dantas, em 2008, a falta de transparência nos gastos dos Tribunais de Justiça do país e os privilégios e as impunidades garantidas, pela Lei, aos políticos corruptos (Prerrogativa de Foro), foram algumas das perguntas mais votadas pelos internautas.

O estudante de direito Guilherme Rabello votou na pergunta sobre a prerrogativa do juiz de se manifestar fora dos autos. Segundo ele e mais  500 votantes, este é um procedimento recorrente do ministro Gilmar Mendes.

“Na minha opinião, o ministro ficou um pouco surpreso com as perguntas enviadas para ele, e num jogo de cintura atribuía as acusações, sempre, a outras pessoas e no caso dessa pergunta aos jornalistas, acusando-os de agirem de má fé e de distorcerem os fatos por não terem conhecimento sobre o que deveria ou não ser falado nos autos”, explicou Guilherme.

Veja a resposta do presidente do STF à pergunta sobre “manifestação do magistrado fora dos autos”:

O STF e o Google trabalham em parceria desde outubro de 2009. A corte brasileira foi a primeira do mundo há ter um canal oficial no site de vídeos.

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