Funcionários devem se manter atentos ao que postar na internet
Raoni Dolabella e Camila Benac
Falar mal do chefe na internet pode causar muitos problemas até mesmo demissão. Segundo a advogada trabalhista Andreia Ceregatto, o funcionário que fala mal do empregador ou da empresa onde trabalha no Orkut, Facebook, Twitter, entre outras ferramentas de interação, pode ser demitido por justa causa.
Se a mensagem for sobre a vida particular do empregador as consequências podem ser ainda piores. “Criticar ou ofender a vida particular do superior hierárquico é uma falta grave que pode gerar asuspensão do empregado ou demissão direta sem direito ao pagamento do salário”, afirma Andréia.
Para quem quer uma boa imagem na internet, é extremamente importante manter perfis nas redes que não comprometam a sua imagem profissional. Hoje as empresas estão conectadas a internet para saber o que estão falando de sua marca.
Segundo a Jornalista e coordenadora de Redes Sociais da FSB PR Digital, Janine Louven, é “ingenuidade” imaginar que críticas e questionamentos publicados na rede não chegam ao seu empregador. “Se o internauta se posiciona de forma inadequada, pode estar perdendo uma oportunidade de emprego”, explica Janine.
Para que um funcionário não tenha problemas com o seu contratante, deve ficar atento às políticas de atuação da sua empresa nas redes sociais. O que não aconteceu com o diretor comercial da empresa de hospedagem, Locaweb, que fez comentários ofensivos aos torcedores do São Paulo Futebol Clube durante uma partida com o Corinthians. O clube do Morumbi havia sido patrocinado pela Locaweb e o funcionário foi demitido.
No caso do funcionário da Locaweb o comentário foi feito no perfil pessoal porém para Adriana Ceregatto a punição não muda. “Não existe diferença alguma se o funcionário utilizar seu perfil pessoal para falar mal do empregador ou da empresa onde trabalha. Basta que o empregador apure e reúna todas as provas para comprovação da falta grave” explica a advogada trabalhista.
Demissão foi a conseqüência de um recente episódio de uso indevido de perfil no Twitter. A funcionária terceirizada do Supremo Tribunal Federal, aproveitou o anúncio da aposentadoria do jogador Ronaldo, para usar o perfil do STF e perguntar se o presidente do Senado não iria seguir os passos do “Fenômeno”, que pendurou as chuteiras. Apesar da reação bem-humorada do presidente José Sarney, a funcionária não está mais no STF.